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Trump ameaça pôr Exército nas ruas para conter protestos

Presidente endureceu discurso contra tumultos

Pleno.News - 01/06/2020 22h05 | atualizado em 01/06/2020 22h17

Presidente Donald Trump ameaça colocar Exército nas ruas para conter protestos Foto: EFE/Andrew Harrer

Menos de 24 horas depois de a Casa Branca ter ficado completamente às escuras, os manifestantes voltaram à residência oficial de Donald Trump, em Washington, nesta segunda (1º), no quarto dia de protestos na capital (e o sétimo no país).

Com a polícia reprimindo os ativistas e veículos blindados protegendo os arredores da Casa Branca, Trump disse que vai mandar “milhares e milhares” de homens do Exército fortemente armados para as ruas caso os prefeitos e governadores não consigam conter as manifestações contra o racismo que tomaram conta de várias cidades americanas.

– Meu primeiro dever é defender o país. Estamos colocando um fim aos tumultos e à falta de lei – disse.

Em tom firme, o presidente pediu que os governadores e prefeitos usem as forças da Guarda Nacional em número suficiente para conter as ruas.

– Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as medidas necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então implantarei as forças armadas dos Estados Unidos e rapidamente resolverei o problema para eles – avisou.

Depois das declarações, em movimento inédito e visto pelos analistas como tentativa de demonstrar força e controle, Trump atravessou os jardins e caminhou até a igreja St. John, que tinha sido parcialmente vandalizada no domingo. Ele carregava uma Bíblia e reuniu parte de sua equipe diante de fotógrafos e cinegrafistas.

No domingo, ativistas saquearam lojas e queimaram carros. Os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta. Nesta segunda, ativistas esperavam um roteiro parecido.

Ao menos 27 estados, mais a capital americana, convocaram a Guarda Nacional para ajudar a reprimir protestos. A medida é considerada extrema e, em Minnesota, foi tomada pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Em Nova Iorque, a polícia prendeu mais de 500 pessoas no fim de semana, e 30 policiais tiveram ferimentos leves. O prefeito Bill de Blasio afirmou que a conduta dos policiais está sendo investigada.

A filha do prefeito chegou a ser detida por participar de uma assembleia ilegal na noite de sábado, mas foi liberada.

*Marina Dias/Folhapress

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