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Pleno.News - 13/07/2021 17h16 | atualizado em 13/07/2021 17h38

Cuba reforça policiamento após protestos históricos Foto: EFE/Yander Zamora

O governo de Cuba reforçou o policiamento nas ruas do país enquanto o presidente Miguel Díaz-Canel acusa os cubano-americanos de usar as redes sociais para provocar uma rara manifestação contra preços altos e escassez de alimentos.

As manifestações em várias cidades e vilas de Cuba foram algumas das maiores demonstrações de sentimento antigoverno visto desde 1994, quando milhares de cubanos saíram às ruas de Havana para protestar contra as políticas do governo. O episódio ficou conhecido como “maleconazo”, porque centenas de cubanos invadiram o Malecón, calçadão à beira-mar em Havana, gritando “liberdade”.

Cuba amanheceu sem internet móvel e com uma forte presença policial nas ruas de Havana, um dia após milhares de cubanos saírem às ruas em protesto contra o governo e a crise econômica e sanitária que atravessam.

Uma jornalista da agência de notícias espanhola EFE disse que havia uma “calmaria tensa” nas ruas. Sem internet na ilha, a jornalista diz ser difícil “saber ao certo” o que se passa em todo o país.

Na segunda-feira (12), dezenas de mulheres reunidas em frente às esquadras da polícia tentavam obter informações sobre o paradeiro de maridos, filhos e parentes presos ou desaparecidos durante as manifestações.

Até o momento, as autoridades cubanas não divulgaram ainda um número oficial de detenções, mas existe uma lista provisória elaborada por ativistas locais que conta com 65 nomes só em Havana.

Entre os detidos há personalidades conhecidas como o artista Luis Manuel Otero Alcántara, o dissidente moderado Manuel Cuesta Morúa e o dramaturgo Yunior García Aguilera.

Os protestos em Cuba são resultado da insatisfação popular com um surto de casos de coronavírus e com a pior crise econômica em décadas.

*AE

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