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Talibã exige lista de meninas e viúvas para ‘casamento’ forçado

Relatos indicam que mulheres de 12 a 45 anos são escravizadas pelo grupo

Pierre Borges - 17/08/2021 17h47 | atualizado em 17/08/2021 17h55

Meninas muçulmanas
Terroristas estariam vasculhando casas em busca de meninas Foto: Reprodução/Documentário The girls of the Taliban

Há apenas dois dias da tomada do Afeganistão pelo Talibã, relatos assustadores sobre a organização terrorista têm se espalhado. O mais recente é o de que o grupo emitiu uma carta exigindo que líderes muçulmanos apresentem uma lista com dados de meninas e viúvas que possuam entre 12 e 45 anos, para “se casar” com seus combatentes de modo forçado.

De acordo com o jornal The Sun, o Talibã estaria enxergando as mulheres do Afeganistão como “qhanimat”, ou seja, espólios de guerra que devem ser divididos entre seus combatentes após a conquista do país, sendo transformadas, portanto, em escravas sexuais.

Representantes da organização negam a prática e afirmam que isso vai contra as leis do Islã, entretanto a ação foi comum na última vez em que o Talibã esteve no poder do país, entre 1996 e 2001.

A carta foi escrita em julho, quando a capital afegã, Cabul, ainda não havia sido capturada. Na época, um homem chamado Faiz Mohammed Noori, que fugiu para a capital, declarou à NBC que “se eles assumirem Cabul, eles estarão levando suas filhas, sua esposa… Eles não se importam”.

A jornalista afegã Shukria Barakzai denunciou também que os recrutas da organização extremista “estão indo de porta em porta à procura de meninas para se casarem contra sua vontade, forçando-as a uma vida de servidão sexual”.

Shukria, que também é política e ativista pelo direito das mulheres, disse que já ouviu relatos de uma mulher ter tido os olhos arrancados na frente de sua família, “aterrorizada”, além de histórias sobre meninas de 12 anos serem tiradas dos braços das mães, para se “casarem” com os integrantes da milícia.

– Eles estão tão determinados a que nenhuma virgem escapará de suas garras que verificam gavetas, guarda-roupas e até malas de casas onde mães desesperadas negam que tenham filhas pequenas, para garantir que estejam dizendo a verdade – denuncia.

Desde que a retirada das tropas americanas teve início, o Talibã já teria matado uma mulher que usava “roupas justas” e informado outras de que não poderiam sair de casa sem um acompanhante.

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