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Bombardeio em Aleppo, na Síria, deixa ao menos 16 mortos

Ataque provavelmente teria sido lançado pela aviação da Rússia, aliada do governo sírio

Pleno.News - 30/11/2024 15h55 | atualizado em 02/12/2024 18h34

Fumaça sobe em Aleppo após ataque russo na Síria Foto: EFE/EPA/Mohammed Al-Rifai

Pelo menos 16 civis morreram, e outros 20 ficaram feridos, neste sábado (30), em uma série de bombardeios lançados “provavelmente” pela aviação da Rússia – aliada da Síria – contra a cidade de Aleppo, que está quase toda controlada por facções da oposição síria apoiadas pela Turquia.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que esae “massacre horrível” ocorreu quando um grande grupo de pessoas estava na rotatória de Al Basil, em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, onde não ocorriam bombardeios desde 2016, segundo a ONG.

Pelo menos 327 pessoas – a grande maioria delas soldados sírios e combatentes da oposição – morreram nos últimos quatro dias em meio a uma ofensiva liderada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (conhecido em português como Organização para a Libertação do Levante) para assumir o controle do oeste de Aleppo e do sul da província de Idlib, considerada o último reduto da oposição na Síria.

O Exército do presidente sírio, Bashar al Assad, confirmou neste sábado sua retirada de Aleppo depois de ter sofrido “dezenas” de baixas, mas garantiu que se trata de uma medida “temporária” enquanto aguarda a chegada de reforços para realizar um contra-ataque.

Ao mesmo tempo, aviões de guerra russos também realizaram bombardeios neste sábado contra a periferia oeste de Aleppo e contra vários pontos da província de Idlib, onde facções pró-Turquia estão avançando rumo ao sul e tomando localidades estratégicas que se conectam com a cidade de Hama.

A ofensiva ocorre em um momento em que a Turquia busca restaurar as relações com Damasco, embora Bashar al Assad afirme que Ancara deve retirar suas tropas do norte da Síria e parar de apoiar os grupos de oposição para avançar no restabelecimento dos vínculos, que foram inicialmente rompidos pela guerra civil síria de 13 anos atrás.

Além disso, a ofensiva dos rebeldes começou no mesmo dia em que uma trégua entrou em vigor no Líbano e após os duros golpes infligidos por Israel ao grupo terrorista libanês Hezbollah, tanto naquele país como na Síria, onde mantém uma grande presença e é um dos dos principais aliados do governo de Damasco.

*EFE

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