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Síndrome misteriosa afeta diplomatas dos EUA em Viena

Doença cognitiva é semelhante à Síndrome de Havana

Thamirys Andrade - 18/07/2021 14h56 | atualizado em 18/07/2021 15h36

Doença cerebral misteriosa intriga médicos no Canadá
Doença misteriosa reforçou atritos entre os EUA e o governo cubano em 2016 Foto: Pixabay

Uma síndrome misteriosa tem afetado diplomatas norte-americanos e outros funcionários administrativos na capital austríaca, Viena. Desde a posse do presidente Joe Biden, em janeiro, foram reportados 20 casos. O governo dos Estados Unidos está investigando os incidentes, e vê semelhanças com a doença cerebral conhecida como Síndrome de Havana. As informações são da BBC.

Entre os sintomas observados estão perda auditiva, tontura, problemas visuais, falta de equilíbrio, ansiedade, dificuldades cognitivas, dor nos ouvidos, e pressão na cabeça. A “anomalia cerebral” foi relatada pela primeira vez em Cuba no ano de 2016.

Em relatório produzido pela Academia Americana de Ciências em 2019 a pedido pelo Departamento de Estado dos EUA, pesquisadores norte-americanos concluíram que a doença é provavelmente causada por “energia de radiofrequência direta e pulsada”, um tipo de radiação de micro-ondas.

Os Estados Unidos acusaram Cuba de realizar “ataques sônicos”, mas o país caribenho nega e rejeita o relatório norte-americano. Oficialmente, nenhuma hipótese ficou de fato comprovada e os casos seguem sendo um mistério.

Os casos recentes em Viena mobilizaram novas investigações do Departamento dos Estados Unidos. Em junho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, anunciou ampla revisão das causas da doença.

O Ministério das Relações Exteriores da Áustria disse à Reuters que está “trabalhando com as autoridades dos EUA para, em conjunto, chegar ao fundo disso”.

Viena possui a reputação de ser um centro de atividades diplomáticas, mas também de espionagem, especialmente durante o período de Guerra Fria. Atualmente, a cidade hospeda negociações entre o Irã e os EUA sobre a possibilidade de retomada ao acordo nuclear de 2015.

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