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Sem energia, Chernobyl pode emitir radiação para Europa

Alerta foi emitido pela estatal de energia atômica da Ucrânia

Thamirys Andrade - 09/03/2022 10h23 | atualizado em 09/03/2022 12h07

chernobyl
Para Agência de Energia Nuclear, no entanto, não há grandes riscos de radiação Foto: Vladyslav Cherkasenko / Unsplash

Responsável por gerenciar as quatro usinas nucleares da Ucrânia, a empresa estatal Energoatom emitiu um alerta nuclear sobre Chernobyl, nesta quarta-feira (9). De acordo com o comunicado, a usina está sem energia elétrica em razão do conflito com a Rússia e pode liberar radiação pela Europa.

Segundo explica a empresa, a falta de energia pode fazer com que o combustível nuclear estocado na usina aqueça e libere substâncias radioativas para o céu, atingindo Ucrânia, Belarus, Rússia e Europa. A usina estoca cerca de 20.000 conjuntos de combustível no local.

– Eles [os combustíveis nucleares] precisam de resfriamento constante. O que só é possível se houver eletricidade. Se não houver, as bombas não esfriarão. A temperatura nas piscinas de retenção aumentará, podendo ocorrer liberação de substâncias radioativas no meio ambiente – alertou a Energoatom.

De acordo com a estatal, a linha de alta tensão de 750 kV Chernobyl-Kyiv está atualmente desconectada devido a danos causados ​​pelos invasores russos. Os reparos necessários não podem ser feitos em meio aos conflitos na região.

A Energoatom afirma ainda que há risco de incêndio na usina, pois os sistemas de ventilação e extinção de incêndio não estão funcionando. De acordo com a ONU, há aproximadamente 210 funcionários trabalhando no local de forma ininterrupta desde o início da ofensiva russa.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dymitro Kuleba, afirmou que os geradores elétricos da usina só possuem capacidade de reserva para mais 48 horas antes que os sistemas de resfriamento sejam desligados.

AIEA MINIMIZA RISCOS
Também, nesta quarta-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que perdeu o contato com a usina de Chernobyl. No entanto, para a entidade a falta de eletricidade não traz graves riscos de radiação.

Para a agência, é possível controlar o calor da piscina onde se encontra o material radioativo sem necessidade de energia elétrica.

– A carga térmica da piscina do depósito de combustível usado e o volume de água de resfriamento são suficientes para garantir uma retirada eficaz do calor sem eletricidade – assinalou a AIEA, em tom tranquilizador.

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