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Sem detectar casos, Peru declara alerta para varíola dos macacos

Anúncio foi feito nesta quinta-feira

Pleno.News - 19/05/2022 17h06 | atualizado em 19/05/2022 17h35

Peru decretou alerta por expansão da varíola dos macacos como resultado dos casos detectados no mundo (Foto ilustrativa) Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira (19), o governo do Peru decretou um alerta sanitário devido à expansão da varíola dos macacos como resultado dos casos detectados no mundo. O anúncio foi feito apesar de as autoridades do país não terem detectado qualquer infecção em seu território.

– Estamos declarando o alerta a partir de amanhã mas, por si só, já está sendo declarado no nosso país. Ainda não temos nenhum caso, mas sim, o alerta já está sendo declarado para prevenir qualquer eventualidade – disse o ministro da Saúde, Jorge Antonio López.

Ele deu declarações à imprensa.

O alerta implica “ter cuidado” e acompanhamento contínuo da população, esclareceu o ministro. Ele salientou ainda que estão avaliando a compra de vacinas contra a varíola.

As entidades que serão responsáveis pelo monitoramento dessa doença são o Centro Nacional de Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde (INS) do Ministério da Saúde (Minsa), que têm realizado o monitoramento da pandemia da covid-19 nos últimos dois anos.

Alguns de seus principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e fadiga, além de erupções cutâneas.

Segundo dados do Minsa, o vírus da varíola entrou no Peru no século 15 durante a conquista espanhola e causou um elevado número de mortes entre a população nativa e foi erradicado em 1971.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou sua erradicação no mundo em 1980, após o último caso conhecido ter ocorrido na Somália.

Atualmente, com casos notificados no Reino Unido, Portugal, Espanha e Estados Unidos, a OMS advertiu que a varíola dos macacos, que é transmitida por gotículas ou contato direto com a pele ou objetos contaminados, representa um risco adicional para crianças e gestantes, que podem transmitir a doença ao feto.

Em um relatório recente, a OMS indicou que a vacina contra a varíola convencional é bastante eficaz. Embora, como essa doença foi erradicada há 40 anos e as campanhas de imunização contra a mesma terminaram pouco depois, as gerações mais jovens não tenham essa proteção.

O primeiro caso confirmado no Reino Unido deu entrada no hospital no último dia 6, a doença foi diagnosticada no dia 12, e três dias depois, a OMS foi alertada para a presença de vários casos no país.

*EFE

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