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Pleno.News - 25/09/2022 08h32 | atualizado em 26/09/2022 12h55

Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/ILYA PITALEV/SPUTNIK

Mais de 744 pessoas já foram presas, neste sábado (24), na Rússia no segundo dia de ações de protesto contra a mobilização decretada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com o objetivo de reverter os reveses militares na Ucrânia.

Às 20h36 (horário local, 14h36 de Brasília), mais de 744 pessoas haviam sido detidas em 32 cidades em todo o país, segundo a OVD-Info, uma organização que acompanha as prisões documentadas na Rússia.

Quase metade das prisões até este momento, 371, foram registradas na capital.

Em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país, 128 pessoas foram detidas, e a polícia usou cassetetes e tasers contra os manifestantes, segundo a imprensa local.

AUTORIDADES DE MOSCOU SE PROTEGEM CONTRA PROTESTOS
Em Moscou, onde não parou de chover o dia todo, as autoridades implantaram um imponente dispositivo policial para impedir a manifestação de protesto, convocada pelo movimento juvenil de oposição Vesná.

A tropa de choque já estava estacionada na saída da estação de metrô Chistye Prudy, perto da praça do monumento ao escritor e diplomata russo Alexander Griboyedov, designado como ponto de encontro dos manifestantes.

Pelo menos uma dúzia de viaturas da polícia estava estacionada ao longo da avenida esperando os detidos.

– Neste local foi acionada uma ação não autorizada. Circule – repetiam de tempos em tempos os alto-falantes da polícia.

DETENÇÕES POR ATACADO
Vários pedestres que passaram pelo monumento foram imediatamente presos, como a Agência Efe apurou.

– Por que você está me levando? Estou indo para a estação do metrô – disse uma jovem aos policiais que a escoltavam até uma viatura, e a única resposta que obteve foi: “Vamos, senão vai ser pior!”.

MULHERES PROTAGONISTAS
Os protestos aconteceram sob o lema: Assembleia de mulheres de preto.

– Mulheres, chega de aturar! Chega de calar! Não queremos que nossos homens morram por causa de jogos políticos. Saiam de preto para as praças! – dizia a convocação publicada nas redes sociais.

– Estou chorando há dias. 212 dias de lágrimas e dor. É uma dor de partir o coração, uma dor que não para. Não posso salvar todos, mas quero salvar uma só pessoa. Andrei, eu te amo – disse a esposa em um vídeo de um oficial russo protestando na cidade de Ivanovo, cerca de 250 quilômetros de Moscou.

A mulher, que autorizou a publicação do vídeo no Telegram, carregava uma placa com a legenda “Devolva o pai aos filhos”.

– Não há nada mais terrível para as autoridades do que a ira das viúvas e das mães – lê-se num cartão divulgado nas redes sociais que apela às mulheres para protestarem contra a mobilização.

SEGUNDO PROTESTO EM TRÊS DIAS
O protesto deste sábado é a segunda manifestação contra a mobilização ordenada por Putin, que argumentou a medida com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.

No protesto desta quinta-feira (22), um dia após o anúncio da mobilização, cerca de 1,4 mil pessoas foram presas em todo o país.

*EFE

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