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Rússia fala em desastre nuclear “pior que Chernobyl”

País acusa Ucrânia de lançar projéteis na maior usina nuclear da Europa

Thamirys Andrade - 11/08/2022 16h09 | atualizado em 11/08/2022 17h37

Usina Nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP) em Enerhodar, sudeste da Ucrânia Foto: EFE/EPA/RUSSIAN EMERGENCIES MINISTRY

O governo russo acusou, nesta quinta-feira (11), a Ucrânia de lançar dez projéteis perto da maior usina nuclear da Europa, a Zaporozhye, e alertou para o perigo de um desastre nuclear “pior que Chernobyl”, que colocaria milhões de vidas em risco. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, cinco dos explosivos caíram próximos a um local de soldagem e a uma instalação de armazenamento de material radioativo, levando a grama a pegar fogo. De acordo com país comandado por Vladimir Putin, o suposto bombardeio ucraniano é um “ato de terrorismo nuclear”.

A usina em questão fica localizada ao sudeste da Ucrânia, região que está sob o domínio dos invasores russos desde o início da guerra, em fevereiro. As instalações permanecem em funcionamento, sendo operadas por funcionários ucranianos controlados pelos russos.

– Nos últimos dias, as forças ucranianas têm bombardeado repetidamente o território da central nuclear de Zaporozhye, que é um ato de terrorismo nuclear. Tais ações do regime de Kiev podem levar a um desastre em uma escala que diminuiria o acidente na usina nuclear de Chernobyl – disse o porta-voz adjunto do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Ivan Nechaev, de acordo com informações da RT, mídia controlada pelo governo russo.

Segundo ele, em caso de tragédia nuclear, a radiação colocaria milhões de pessoas em risco, se espalhando não somente para regiões da Ucrânia, Rússia, Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, mas também para vários países europeus.

O governo russo também afirma que as forças ucranianas estão utilizando sistemas de lançamento de foguetes e forte artilharia na região de Dnepropetrovsk. Eles alegam que, na última semana, ataques ucranianos na usina levaram a um curto-circuito no local, provocando um incêndio que foi controlado.

– [Os militares ucranianos] estão tentando bombardear a cidade pacífica e a usina nuclear de Zaporozhye com MLRS [sistemas de foguetes de lançamento múltiplo], artilharia pesada e UAVs [veículos aéreos não tripulados] – assinalou Vladimir Rogov, membro do conselho-chefe da administração militar-civil da região de Zaporozhye.

Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, acusou Kiev de manter toda a Europa como refém, afirmando, nesta segunda (8), que os funcionários do governo “aparentemente não hesitarão em queimá-la por causa de seus ídolos nazistas”.

As forças ucranianas, por outro lado, negam as acusações, e afirmam que a Rússia é a responsável por bombardear a instalação a fim de incriminá-los.

Nesta quarta-feira (10), os ministros das Relações Exteriores do G7 – os sete países mais industrializados do mundo – exigiram que a Rússia retire as tropas da usina nuclear de Zaporizhzhia e de outras na Ucrânia, devolvendo, assim, o controle de todas as instalações para Kiev.

– É a permanência do domínio russo sobre a central nuclear que coloca em risco à região – disseram, por meio de nota conjunta.

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