Leia também:
X Míssil do Hamas mata criança israelense de 6 anos

Rio-Paris: França julgará Airbus e Air France por queda de avião

Airbus A330 que cobria a rota Rio de Janeiro-Paris caiu no Oceano Atlântico em 2009, matando todos os 228 ocupantes

Pleno.News - 13/05/2021 09h21 | atualizado em 13/05/2021 09h43

Avião que viajava entre o Rio de Janeiro e Paris caiu em 2009 matando todos os ocupantes Foto: Marinha do Brasil

O Tribunal de Apelação de Paris determinou nesta quarta-feira (12), que as empresas Air France e Airbus sejam processadas por “homicídio involuntário” pela responsabilidade indireta no voo Rio-Paris, que caiu no mar em 2009, matando 228 pessoas.

A decisão, motivada por apelos da Procuradoria-Geral e de parentes das vítimas, invalida a suspensão do processo determinada em 2019, que favoreceu a companhia aérea franco-holandesa e o fabricante europeu de aeronaves no encerramento das investigações. Os advogados da Airbus anunciaram que apelarão à Suprema Corte e denunciaram uma “decisão injustificada”.

– A Air France nega ter cometido um crime que causou este terrível acidente – disse o advogado da companhia aérea, François Saint-Pierre.

Em 1° de junho de 2009, um Airbus A330, cobrindo a rota Rio de Janeiro-Paris, caiu no Oceano Atlântico. Todos os passageiros e tripulantes (228 pessoas de 34 nacionalidades) morreram no acidente, o pior da história da companhia aérea francesa. As famílias das vítimas informaram que receberam, com alegria, a notícia de que as duas empresas vão a julgamento.

– É uma grande satisfação a sensação de finalmente ter sido ouvido pela Justiça – disse com grande emoção Danièle Lamy, presidente da associação Entraide et Solidarité AF447.

Em 2019, após uma década de batalhas judiciais, a Procuradoria de Paris pediu um julgamento apenas contra a Air France, avaliando que a companhia aérea foi “negligente e imprudente” nos treinamentos seus pilotos.

Os juízes de instrução não seguiram sua recomendação e pronunciaram a suspensão geral do processo. Para eles, o acidente se deveu “a uma combinação de elementos que nunca haviam ocorrido e, portanto, revelaram perigos nunca antes percebidos”.

As investigações “não levaram à caracterização de falha da Airbus ou da Air France em relação a erros de pilotagem na origem do acidente.” As famílias das vítimas e o sindicato dos pilotos apelaram, assim como a acusação.

A Procuradoria-Geral foi além das exigências do Ministério Público de Paris, do qual é superior, ao solicitar que não só a Air France, mas também a Airbus fossem a julgamento. A Procuradoria-Geral considerou que as causas indiretas do acidente são responsabilidade das duas empresas.

Os responsáveis pela Air France, disse a Procuradoria, “não forneceram a formação e as informações necessárias para as tripulações”, enquanto “a Airbus subestimou a gravidade das falhas da sonda de velocidade Pitot” e não fez o suficiente para corrigi-las. O congelamento da sonda durante o voo causou um distúrbio nas medições de velocidade, desorientando os pilotos.

*Estadão

Leia também1 Covid: Rio quer vacinar todos os maiores de 18 anos até outubro
2 Câmara aprova texto-base da PL do licenciamento ambiental
3 Lira instala comissão que vai analisar PEC do voto impresso
4 Toffoli recebeu R$ 3 milhões para mudar voto, afirma Cabral
5 Míssil do Hamas mata criança israelense de 6 anos

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.