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Reino Unido: Nova definição pode rotular cristãos como extremistas

A defesa do casamento tradicional e da vida desde a concepção pode ser considerada como "ódio"

Leiliane Lopes - 17/03/2024 15h00 | atualizado em 18/03/2024 13h50

(Imagem ilustrativa) Foto: Gianluca Pugliese para Pexels

O governo do Reino Unido promulgou uma nova definição de “extremismo”, o que tem gerado preocupações entre os cristãos sobre possíveis impactos na liberdade religiosa e de expressão. Segundo a nova definição, o extremismo consiste na promoção ou avanço de ideologias baseadas em violência, ódio ou intolerância, com o objetivo de negar ou destruir direitos fundamentais de terceiros, minar o sistema democrático parlamentar ou criar um ambiente propício para tais ações.

A medida foi justificada pelo governo como resposta ao aumento da ameaça extremista após os ataques terroristas ocorridos em 7 de outubro em Israel. Entretanto, grupos cristãos, como a organização Christian Concern, expressaram preocupações de que a nova definição possa rotular como extremistas aqueles que se opõem a certos “direitos fundamentais”.

A Christian Concern alertou que cristãos que se posicionam contra o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a ideologia de gênero podem ser considerados como opositores desses “direitos fundamentais”, sendo possivelmente classificados como “intolerantes” que negam tais direitos e liberdades.

A organização também destacou casos anteriores em que cristãos foram denunciados ao Programa Antiterrorismo do Reino Unido (Prevent) por expressarem suas crenças religiosas. Um capelão escolar foi denunciado após pregar um sermão enfatizando a liberdade de discordar da ideologia LGBT, enquanto uma professora cristã foi reportada por dizer “Deus te ama” a uma aluna lésbica.

Andrea Williams, diretora executiva da Christian Concern, criticou a nova definição de extremismo, argumentando que é “absurdo” rotular cristãos como extremistas por acreditarem no casamento tradicional ou serem pró-vida. A organização instou o governo a esclarecer quais direitos são considerados fundamentais dentro dessa nova definição e destacou a necessidade de garantir que expressões legítimas de crenças religiosas não sejam mal interpretadas como extremismo.

Diante desses apelos, a Christian Concern ressaltou a importância de distinguir entre liberdade religiosa e extremismos violentos, a fim de proteger os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos do Reino Unido.

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