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Reino Unido: Boris avalia mais restrições, porém sem lockdown

Primeiro-ministro quer evitar "consequências colossais" para a economia britânica

Pleno.News - 03/01/2021 12h31 | atualizado em 13/10/2021 17h29

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson Foto: EFE/EPA/Julian Simmonds/Pool

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, em entrevista a BBC, afirmou que a situação do Reino Unido é “grave” em relação à pandemia do novo coronavírus e não descartou um acirramento nas medidas de restrição social em algumas partes do país nas próximas semanas. Ele espera que a situação só vá melhorar a partir do segundo trimestre, com a aceleração no programa de vacinação.

– Obviamente, há um enorme leque de medidas mais restritivas que nós temos que considerar. Mas não vou especular sobre o que pode ou não acontecer agora – disse, descartando um novo “lockdown” nacional para evitar o que ele chama de “consequências colossais” para a economia britânica.

Johnson apontou o País de Gales, que paralisou as atividades econômicas em setembro, o que não impediu o avanço do vírus no curto prazo de tempo.

O chefe de governo britânico espera uma aceleração no programa de vacinação a partir desta semana, com a entrada no sistema de saúde de mais de 500 mil doses do imunizante criado pela Oxford/AstraZeneca. contudo, ele ainda não deu detalhes de como chegar à meta de vacinar dois milhões de pessoas semanalmente, o necessário para controlar a pandemia.

– Estamos trabalhando sem parar e te garanto que vamos vacinar dezenas de milhões de pessoas nos próximos três meses – contou.

Johnson disse também que pretende continuar como primeiro-ministro, com o fim do processo do Brexit, e defendeu que a saída do Reino Unido da União Europeia vai trazer mais benefícios do que prejuízos à economia da União a longo prazo.

– Podemos criar uma série de subsídios para reduzir o impacto das novas regras locais – comentou ele, quando questionado sobre os programas de transição que foram criados para empresas britânicas adaptarem suas regulações.

O primeiro-ministro do Reino Unido também se posicionou contra a realização de um novo referendo sobre a independência da Escócia, em meio às críticas dos habitantes do território sobre a saída da União Europeia.

– Acho que os referendos precisam ser uma situação “generacional”. Tivemos um em 1979 e outro em 2014 que acabaram por decidir manter a Escócia na União; então, é muito cedo para outro pleito – disse.

*Estadão

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