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Queda de avião militar em ilha nas Filipinas mata 31 pessoas

Ao menos 50 pessoas foram resgatadas e outros 17 militares seguem desaparecidos

Paulo Moura - 04/07/2021 09h14 | atualizado em 04/07/2021 09h24

Queda de avião militar nas Filipinas matou 29 pessoas Foto: EFE/EPA/JTF

Um avião militar que levava 96 pessoas a bordo, incluindo os três pilotos e cinco tripulantes, caiu neste domingo (4), nas Filipinas, durante uma tentativa de pouso na cidade de Patikul, que fica no sul do país asiático. Ao todo, já foram confirmadas as mortes de 31 pessoas, sendo 29 militares ocupantes da aeronave e outras duas pessoas em solo.

A aeronave, um Lockheed C-130 da força aérea filipina, foi um dos dois ex-aviões da Força Aérea dos Estados Unidos entregues às Filipinas como parte da assistência militar este ano. De acordo com as autoridades, pelo menos 50 pessoas foram resgatadas do destroços em chamas, enquanto 17 soldados seguiam desaparecidos ao anoitecer.

Os feridos foram levados a um hospital na província de Sulu, onde o fato aconteceu, ou encaminhadas de avião para a cidade vizinha de Zamboanga, e as tropas locais seguiram na busca pelo restante dos militares feridos. Segundo testemunhas, vários soldados foram vistos saltando da aeronave antes que ela atingisse o solo.

As fotos iniciais divulgadas pelos militares filipinos mostraram a cauda do avião de carga relativamente intacta, enquanto outras partes da aeronave foram queimadas ou ficaram em pedaços em uma clareira cercada por coqueiros. O avião transportava soldados da cidade de Cagayan de Oro, no sul, para uma mobilização em Sulu.

– Eles deveriam se juntar a nós em nossa luta contra o terrorismo – disse o comandante militar Sulu, major-general William Gonzales.

Ainda não está claro o que causou o acidente. O comandante militar regional, tenente-general Corleto Vinluan, disse ser improvável que a aeronave recebesse fogo hostil, e citou testemunhas que disseram que ela parecia ter ultrapassado a pista e depois caído na periferia do aeroporto.

Um oficial da Força Aérea disse à agência Associated Press que a pista de Jolo, aeroporto onde o avião pousaria, é mais curta do que a maioria das outras no país, tornando mais difícil para os pilotos se ajustarem se uma aeronave perder o local de pouso.

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