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Primeiro mamífero clonado, Dolly completaria hoje 25 anos

Divisor de águas para a ciência, o experimento ainda levanta discussões éticas

Pleno.News - 05/07/2021 12h14 | atualizado em 05/07/2021 13h23

Ovelha Dolly, exposta no Museu Real da Escócia Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (5), faz 25 anos que a primeira clonagem de um mamífero foi realizada a partir de uma célula adulta – a ovelha Dolly.

O experimento foi um divisor de águas. A partir dele, foi desencadeada uma série de debates sobre a relação entre ética, ciência e legislação.

Produzida operacionalmente a partir de julho de 1996 nos laboratórios do Roslin Institute, da Universidade de Edimburgo (Escócia), sob a coordenação do pesquisador Ian Wilmuth, a ovelha Dolly teve seu nascimento anunciado na revista Nature em 27 de fevereiro de 1997.

O artigo científico “imediatamente gerou enormes discussões após ganhar as páginas dos principais meios de comunicação do mundo”, lembra o professor de pós graduação em Bioética da Universidade de Brasília (UnB), Volnei Garrafa.

Em 1999, um estudo mostrou a tendência da ovelha de desenvolver formas de envelhecimento precoce. Três anos depois, em 2002, foi anunciado que Dolly estaria com uma doença pulmonar progressiva que, segundo alguns cientistas, seria um sinal de envelhecimento.

Em fevereiro de 2003, aos 6 anos, Dolly foi abatida para evitar que fosse acometida de uma morte sofrida por causa de infecção pulmonar incurável. Seu corpo foi empalhado e encontra-se exposto no Museu Real da Escócia, localizado em Edimburgo.

CLONAGEM HUMANA
Entre as grandes preocupações que se tem, relativas ao uso de técnicas de clonagem, está a possibilidade de ela ser utilizada para reprodução humana. Garrafa explica que “o rechaço ético-moral” é quase unânime nesse caso.

– Não existe até hoje segurança técnica de que um pesquisador interessado na clonagem reprodutiva humana não vá criar aberrações biológicas. Mas minha reflexão vai muito além da simples estética do ser produzido, mais especificamente à manipulação da intimidade da vida humana, ao próprio genoma da espécie, à organização das nossas cerca de 30 mil cadeias decifradas e harmônicas de DNA, fragilizando-nos como espécie, com vistas ao futuro – explicou o professor.

Com isso, as pesquisas têm se restringido a algumas espécies animais.

– Nesse sentido, já são muitos – e com bons resultados – os estudos desenvolvidos, por exemplo, com gado, onde a clonagem constitui hoje uma técnica já incorporada em vários lugares – aponta Garrafa.

No Brasil, segundo o pesquisador, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolve, há cerca de 20 anos, esse tipo de trabalho, “inclusive no sentido do melhoramento genético animal para consumo humano”.

*Com informações da Agência Brasil

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