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Presidente e governo finlandês aprovam candidatura à Otan

Primeira-ministra Sanna Marin disse que "uma nova era se inicia" no país

Thamirys Andrade - 16/05/2022 10h27 | atualizado em 16/05/2022 10h45

O presidente finlandês Sauli Niinisto durante anúncio de que seu país se inscreverá para ingressar na OTAN Foto: EFE/EPA/MAURI RATILAINEN

O presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, e o governo do país aprovaram formalmente, durante uma reunião neste domingo (15), o pedido de ingresso à Otan. A solicitação, no entanto, ainda precisará ser ratificado pelo Parlamento na próxima semana.

– Hoje é um dia histórico, uma nova era se inicia. Uma Finlândia protegida nasce como parte de uma região nórdica estável, forte e consciente de suas responsabilidades – disse Niinistö em entrevista coletiva ao lado da primeira-ministra, a social-democrata Sanna Marin, ao final da reunião.

Niinistö descreveu o processo de integração à Otan como “um teste do poder da democracia”, que foi apoiado pela maioria dos cidadãos, partidos políticos e deputados.

– A Finlândia vai maximizar sua segurança, e isso não prejudica ninguém – destacou o presidente, em alusão velada à vizinha Rússia, que vê a entrada da Finlândia na Otan como uma ameaça.

A decisão histórica, tomada após uma reunião entre o presidente e o Comitê de Relações Exteriores e Segurança do governo, representa uma guinada de 180 graus na tradicional política externa do país nórdico e põe fim a quase oito décadas de não alinhamento militar.

A Finlândia atribui essa mudança radical ao novo ambiente de segurança europeu, que surgiu como resultado da invasão russa da Ucrânia, e às repetidas reivindicações de Moscou para tentar impedir a expansão da Otan em direção às suas fronteiras.

A decisão de se candidatar à adesão à Otan ainda precisa ser ratificada pelo Parlamento, provavelmente na próxima semana, embora se espere que obtenha amplo apoio, dado o consenso que existe entre os partidos políticos.

Todas as legendas com representação parlamentar têm se mostrado favoráveis ​​à entrada, com exceção da minoritária Aliança de Esquerda, que ainda não se pronunciou, razão pela qual se espera que a candidatura obtenha uma retumbante maioria no Parlamento.

A partir daí, caberá aos 30 países membros da Otan aceitar por unanimidade a entrada da Finlândia, à qual provavelmente se juntará a vizinha Suécia, que também está finalizando seu processo de ingresso nestes dias.

A ratificação da entrada da Finlândia e da Suécia por todos os Estados-membros da Aliança, um processo que pode durar vários meses, parecia um procedimento simples até poucos dias atrás, dado o grande apoio interno que recebeu.

No entanto, pode ser complicado pela possível recusa da Turquia, cujo presidente, Recep Tayyip Erdogan, foi muito crítico na última sexta-feira (13) à adesão dos dois países nórdicos, que ele acusa de abrigar “terroristas” curdos.

*EFE

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