Zelensky: “Se a Ucrânia queimar, sua Moscou vai queimar”
País atacou capital russa com dezenas de drones, após catedral histórica em Kiev ser atingida
Pleno.News - 18/06/2026 09h48 | atualizado em 18/06/2026 10h32

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, qualificou nesta quinta-feira (18) como “absolutamente justo” o ataque com dezenas de drones contra Moscou, uma resposta à investida da Rússia que atingiu na última segunda (15) uma das catedrais históricas de Kiev.
– Certamente não queremos que a Ucrânia queime por causa do inimigo, mas se a Ucrânia queimar, sua Moscou vai queimar – afirmou Zelensky em Bruxelas, capital da Bélgica.
A afirmação foi divulgada em uma mensagem de voz enviada ao grupo de WhatsApp de jornalistas que cobrem o cotidiano ucraniano.
Na gravação, Zelensky voltou a oferecer ao presidente russo, Vladimir Putin, a declaração de um cessar-fogo imediato e o início de negociações para o fim da guerra.
O presidente ucraniano acrescentou que é necessário que o povo russo sinta as consequências da guerra travada por Putin contra a Ucrânia. Para isso, pediu o aumento da pressão contra o Kremlin tanto por parte da Europa e dos Estados Unidos quanto dos próprios russos, aos quais Zelensky não havia apelado de forma direta durante a maior parte do conflito.
A Ucrânia atacou a região de Moscou com dezenas de drones na madrugada desta quarta (17). Pela segunda vez nesta semana, a refinaria da capital russa foi atingida, onde o ataque ucraniano provocou pelo menos cinco incêndios que geraram imagens impactantes das instalações em chamas, as quais viralizaram em redes sociais entre usuários russos, ucranianos e de outros países.
Zelensky está em Bruxelas, onde participará nesta quinta-feira da reunião dos países que apoiam militarmente a Ucrânia, conhecida como Grupo de Ramstein, em referência ao nome da base americana em território alemão onde a coalizão começou a se reunir.
Zelensky disse na mensagem de voz que espera receber mais contribuições financeiras de seus parceiros para o programa PURL, visando continuar comprando armamentos nos Estados Unidos, especialmente meios de defesa antiaérea para fazer frente, sobretudo, aos mísseis balísticos russos.
Além disso, afirmou esperar que, ao longo do dia, representantes da indústria militar alemã conversem com especialistas ucranianos sobre como dar o primeiro passo rumo à fabricação de um sistema antibalístico europeu próprio.
O presidente ucraniano também participará do Conselho Europeu realizado em Bruxelas, onde tentará convencer todos os Estados-membros a aceitarem a abertura, em julho, de todos os blocos de capítulos a serem avaliados para a integração da Ucrânia na União Europeia.
*EFE



















