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Xi Jinping alerta que não tolerará “independência” de Taiwan

Declaração ocorreu em encontro com líder da oposição da ilha

Pleno.News - 10/04/2026 11h08 | atualizado em 10/04/2026 11h09

Cheng Li-wun e Xi Jinping Foto: EFE/EPA/KUOMINTANG

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que a “independência” de Taiwan é o principal fator desestabilizador no estreito, e seu governo “não a tolerará de forma alguma”. A fala ocorreu nesta sexta-feira (10), durante uma reunião com a líder da oposição taiwanesa, Cheng Li-wun, no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

– Acolhemos todas as propostas e faremos todo o possível para impulsionar tudo aquilo que seja benéfico para o desenvolvimento pacífico das relações através do estreito. A independência de Taiwan é a principal responsável por minar a paz no estreito; não a toleraremos de forma alguma – afirmou o mandatário.

Em seu discurso, divulgado na íntegra pela agência de notícias Xinhua ao término do encontro, Xi ressaltou a importância de “promover a conexão dos corações” de chineses e taiwaneses “por meio de uma identidade correta”, já que ambas as sociedades “compartilham raízes, língua, origem étnica e vínculos de sangue”.

– Entre membros de uma mesma família, desde que as coisas sejam bem dialogadas e os assuntos sejam mais consultados, não há diferenças que não possam ser resolvidas. As diferenças de sistema social não devem servir de pretexto para a divisão – apontou o mandatário chinês, que compareceu à reunião com Cheng, presidente do Kuomintang (KMT), na qualidade de secretário-geral do Partido Comunista da China (PCCh).

Na opinião de Xi, a ilha e o continente “pertencem a uma só China”, e os compatriotas de ambos os lados do estreito “devem proteger e construir bem esse lar comum”, aderindo ao Consenso de 1992 – que reconhece a existência de apenas uma China no mundo – e opondo-se à “independência” de Taiwan.

– Confiamos que cada vez mais compatriotas taiwaneses compreenderão corretamente o sistema social e a via de desenvolvimento do continente, e reconhecerão profundamente que o futuro de Taiwan está ligado a uma pátria forte e que o bem-estar dos compatriotas taiwaneses depende do grande rejuvenescimento da nação chinesa – asseverou.

– Ambos os partidos [o KMT e o PCCh] devem consolidar a confiança política mútua, manter interações positivas, unir os compatriotas de ambos os lados e trabalhar juntos para criar um belo futuro de reunificação nacional e rejuvenescimento – sentenciou o presidente chinês.

Este encontro, o primeiro entre dirigentes de PCCh e KMT em quase uma década, ocorre em um momento especialmente sensível, a poucas semanas da reunião prevista em Pequim entre Xi e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e após anos de crescente pressão militar da China sobre Taiwan.

*EFE

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