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Weintraub comenta caso de igrejas incendiadas no Chile

"Os demônios saíram do inferno”, disse ex-ministro

Ana Luiza Menezes - 20/10/2020 18h12 | atualizado em 21/10/2020 09h49

Abraham Weintraub Foto: Reprodução

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou as redes sociais para comentar o caso das igrejas queimadas no Chile. Em uma das duas publicações, ele destacou dificuldades do ano de 2020.

– 2020 é um ano de trevas para a humanidade. Acabaram com a liberdade de expressão, locomoção, trabalho, propriedade, religião e, agora, profanam locais sagrados. As trevas nos escravizam, pois no escuro não sabemos para onde ir. Lembrem-se de seguir a luz do Farol da Liberdade – escreveu.

Em outro tuíte, ele comparou a ação dos manifestantes do Chile aos atos praticados por nazistas.

– Os demônios saíram do inferno! Não é a primeira vez que um movimento totalitário queima locais sagrados. Os nazistas queimaram as sinagogas da Europa. Hoje, são as igrejas do Chile que estão sendo destruídas. A bandeira de ambos movimentos continua sendo vermelha – declarou.

Duas igrejas foram incendiadas por manifestantes, em Santiago, durante protestos que marcaram um ano das revoltas que aconteceram no país no final do ano passado. Durante o domingo (18), além do incêndio nos templos religiosos, uma estação de metrô foi incendiada e um grupo de pelo menos 300 pessoas encapuzadas atacaram a 20° delegacia dos Carabineiros.

A capela dos Carabineiros San Francisco de Borja, que foi continuamente atacada nesses meses, e a paróquia Asunción, foram as duas igrejas incendiadas. Em diferentes regiões da capital foram registrados saques a supermercados e barricadas no começo da noite. No dia anterior, tanto o Governo de Sebastián Piñera como a maioria dos partidos políticos fizeram pedidos para evitar a violência.

A manifestação ocorreu dias antes de um plebiscito acertado por todas as forças políticas para tentar dar uma saída institucional ao conflito. Em outras cidades do país também ocorreram tanto manifestações como incidentes violentos. Durante as manifestações, houve batucadas, representações de coletivos feministas, bandeiras mapuches e do Chile.

Em Coquimbo, 500 quilômetros ao norte de Santiago, um grupo atacou carabineiros com objetos contundentes e incendiaram barricadas, como informou a instituição. Há um ano, os manifestantes violentos queimaram 27 estações de metrô, afetando a mobilidade de dois milhões de pessoas.

 

Publicação de Weintraub Foto: Reprodução

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