Usaid: Rubio anuncia nova era da ajuda externa dos Estados Unidos
Comunicado foi divulgado nesta terça-feira
Pleno.News - 01/07/2025 21h50 | atualizado em 02/07/2025 13h18

Nesta terça-feira (1º), o governo presidido por Donald Trump anunciou o fim das operações da histórica Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), criada em 1961 e considerada durante décadas como a maior distribuidora de ajuda humanitária do mundo.
A Usaid estava em processo de desmantelamento desde fevereiro, quando começaram os cortes de gastos públicos promovidos pelo magnata Elon Musk, mas a partir de agora o Departamento de Estado assume a gestão total de toda a assistência internacional dos EUA.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse em comunicado que a Usaid não conseguiu cumprir seus objetivos desde o fim da Guerra Fria, além de criar uma rede de ONGs que, segundo ele, viveram “às custas dos contribuintes americanos”.
– Essa era de ineficiência chegou oficialmente ao fim. Sob o governo Trump, finalmente teremos uma ajuda externa que prioriza nossos interesses nacionais – anunciou.
De acordo com Rubio, a agência agia “como uma instituição de caridade e não como um instrumento da política externa dos EUA” e, às vezes, promovia “grupos antiEUA” ou “operações de mudança de regime” em diferentes países.

Ele acrescentou que os cidadãos americanos “não deveriam ter que pagar impostos para financiar governos fracassados em países distantes” e prometeu que, a partir de agora, “a ajuda será direcionada e limitada no tempo”.
Rubio já havia anunciado, em março, o cancelamento de 83% dos programas de ajuda da agência, o que representa cerca de 5.200 contratos.
Durante o processo de fechamento, foi anunciado que, dos cerca de 10 mil funcionários e prestadores de serviços da agência em Washington e em seus escritórios em todo o mundo, apenas 294 permaneceriam no local para manter operações mínimas.
A Usaid foi criada em 1961 pelo presidente John F. Kennedy para canalizar a ajuda externa dos EUA para o desenvolvimento e a assistência humanitária. No entanto, a agência também foi criticada ao longo de sua história por usar a ajuda como uma ferramenta de influência política e favorecer os interesses estratégicos de Washington em detrimento das necessidades locais.
*Com informações da Agência EFE
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