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União Africana: Fala de Trump sobre Nigéria coloca paz em risco

Comunicado foi emitido nesta sexta-feira

Pleno.News - 07/11/2025 21h11 | atualizado em 11/11/2025 12h30

Presidente Donald Trump Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Nesta sexta-feira (7), a União Africana (UA) expressou preocupação com as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o governo da Nigéria de ser “cúmplice” de “assassinatos seletivos de cristãos” e ameaçou intervir militarmente no país.

Em comunicado, a Comissão da UA alegou que essas “ameaças” podem “colocar em risco a paz continental”. A entidade também reiterou o “firme compromisso” com os princípios de soberania, não interferência, liberdade religiosa e Estado de Direito, e ressaltou que a Nigéria desempenha “um papel fundamental” na estabilidade regional e na luta contra o terrorismo.

A UA destacou que a Nigéria enfrenta “desafios complexos de segurança” que afetam cidadãos de todas as religiões, entre eles “grupos extremistas violentos, banditismo, violência comunitária e conflitos por recursos”.

A organização rejeitou qualquer narrativa “que use a religião como arma ou simplifique os problemas de segurança” e advertiu que “confundir toda forma de violência com perseguição religiosa pode impedir soluções eficazes e desestabilizar as comunidades”.

A UA exortou os parceiros externos, incluindo EUA, a se relacionarem com a Nigéria por meio do diálogo diplomático, do intercâmbio de informações e da cooperação, “evitando recorrer a ameaças unilaterais de intervenção militar, que poderiam colocar em risco a paz continental, a estabilidade regional e as normas da União Africana sobre a gestão pacífica de conflitos”.

A declaração da UA foi feita depois de Trump ter afirmado, no último sábado, que ordenou ao Departamento de Defesa que se preparasse para uma “possível ação” na Nigéria com o objetivo de “eliminar terroristas islâmicos” e acusou o governo nigeriano de “permitir o massacre de cristãos”.

Já o governo nigeriano disse que as declarações de Trump “não refletem a realidade”.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo jihadista Boko Haram desde 2009. Os casos de violência se agravaram a partir de 2016 com o surgimento de uma dissidência, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP).

Ambos os grupos pretendem impor um Estado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

Boko Haram e ISWAP mataram mais de 35 mil pessoas – muitas delas muçulmanas – e causaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger, de acordo com dados oficiais.

*Com informações da Agência EFE

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