Trump: Zelensky é principal obstáculo para acordo de paz
Kremlin afirmou concordar com o presidente dos Estados Unidos
Pleno.News - 15/01/2026 14h26 | atualizado em 15/01/2026 15h16

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, é o principal obstáculo para a assinatura de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.
De acordo com Trump, o presidente russo, Vladimir Putin, está “pronto para fazer um acordo”, mas os termos não foram aceitos pelo ucraniano.
– Temos que fazer com que Zelensky aceite-o – disse o presidente dos EUA em entrevista à agência de notícias Reuters.
O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (15) que concorda com as declarações de Trump.
– Nisso podemos estar de acordo. É efetivamente assim – disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, em sua primeira entrevista coletiva por telefone de 2026.
Peskov reagiu dessa forma às declarações nas quais Trump considerou que o presidente russo, Vladimir Putin, demonstrou mais boa vontade do que Zelensky na hora de aceitar o plano de paz dos Estados Unidos.
– A situação piora a cada dia para o regime de Kiev. Já dissemos isso. E a janela para a tomada de decisões está se fechando – destacou o porta-voz.
A esse respeito, Moscou não quis confirmar se é a favor do destacamento de tropas estrangeiras no território do país vizinho, caso estas incluam países do Sul Global, como a China.
Por outro lado, o porta-voz expressou confiança de que os emissários da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, mantenham em breve consultas no Kremlin com o líder russo.
– O presidente Putin e a parte russa mantêm sua disposição (…). Essa postura é congruente – frisou.
O chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov, lembrou nesta quarta-feira (14) que Putin recebeu Witkoff em seis ocasiões em 2025 para abordar o acordo de paz na Ucrânia.
– Não se pode esperar nenhuma paz sólida e duradoura; se não forem pactuadas as vias para enfrentar as “causas originais” do conflito – ressaltou Lavrov.
A Rússia se recusa a interromper os combates na Ucrânia, território que bombardeia intensamente nas últimas semanas, o que deixou milhões de pessoas com acesso limitado à eletricidade e à calefação em meio a um rigoroso inverno.
*Com informações da AE e da EFE
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