Trump volta a falar de acusações contra Bolsonaro: “Lamentável”
Presidente americano afirmou que líder conservador brasileiro "não é um homem desonesto"
Paulo Moura - 15/07/2025 16h21 | atualizado em 15/07/2025 17h01

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre as acusações que o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) enfrenta na Justiça brasileira. A declaração, feita nesta terça-feira (15) durante entrevista antes de uma viagem da Casa Branca para Pittsburgh, foi a primeira após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a condenação de Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado.
– Eu acredito que é uma caça às bruxas [o que está ocorrendo contra Bolsonaro] e não deveria estar acontecendo. Não é que… olha, ele não é como um amigo meu, ele é alguém que eu conheço. E eu o conheço como um representante de milhões de pessoas. Os brasileiros são ótimas pessoas – disse Trump.
Trump disse ainda que Bolsonaro “não é um homem desonesto” e que “ama o povo do Brasil”. O republicano lembrou que o ex-chefe de Estado brasileiro “lutou muito pelo povo do Brasil” e que negociou duramente acordos comerciais quando foi presidente.
– E ele [Bolsonaro] ama o país e lutou muito por essas pessoas, e eles querem colocá-lo na cadeia. Eu acho que é uma caça às bruxas e acho muito lamentável. Ninguém está feliz com o que o Brasil está fazendo porque Bolsonaro era um presidente respeitado – finalizou.
TAXAÇÃO
Na última quarta (9), Trump enviou uma carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento, o americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa deverá entrar em vigor em 1º de agosto.
Ao justificar o aumento da tarifa sobre o Brasil, Trump citou justamente as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, Trump afirmou ainda que a decisão de aumentar a taxa foi tomada “em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.
De acordo com a carta, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”.
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