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Gabriela Doria - 22/09/2020 12h24 | atualizado em 22/09/2020 13h17

Presidente Donald Trump em discurso gravado para a ONU Foto: Reprodução

Em seu discurso na 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente americano, Donald Trump, reiterou, nesta terça-feira (22), críticas à China e voltou a responsabilizar o país asiático pela pandemia do novo coronavírus, chamando-o de “vírus chinês”. A fala do republicano aconteceu logo após a do presidente Jair Bolsonaro.

– Nós travamos uma batalha feroz contra um inimigo invisível, o vírus da China, que ceifou inúmeras vidas. Nos EUA, lançamos a mobilização mais agressiva desde a Segunda Guerra Mundial e produzimos, rapidamente, um suprimento recorde de respiradores. Nós vamos distribuir vacinas contra a Covid-19 e vencer a pandemia – disse Donald Trump.

Ainda sobre a pandemia, o líder da Casa Branca acusou a Organização Mundial da Saúde (OMS) de ser “virtualmente controlada” pelo Partido Comunista chinês e de ter “declarado falsamente” que doentes assintomáticos não transmitem a covid-19.

– No começo do vírus, a China fez lockdown em suas viagens domésticas, enquanto permitia voos saindo da China e infectando o mundo. A China condenou minha proibição de viagens vindas do país deles, mesmo enquanto cancelava voos domésticos e trancava cidadãos em suas casas. O governo chinês e a OMS, que é virtualmente controlada pela China, falsamente declararam não haver evidência de transmissão de pessoa para pessoa. Depois, falsamente disseram que pessoas sem sintomas não transmitiriam a doença. As Nações Unidas devem responsabilizar a China por suas ações – declarou.

A atuação de Pequim na área ambiental também foi alvo de críticas pelo republicano, que tem elevado o tom contra a China às vésperas da eleição presidencial em seu país.

– A emissão de carbono chinesa é quase o dobro da americana e cresce rapidamente. A China não está interessada no meio ambiente, só quer punir os EUA. Se a ONU quiser ser uma organização eficaz, deve focar no real problema do mundo – alertou.

Em seguida, Trump ressaltou o que considera conquistas de seu mandato, como o combate ao Estado Islâmico e as mudanças na estrutura da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com aumento da contribuição financeira de outros países-membros.

– Estamos mais fortes do que nunca, nossas armas estão em níveis avançados – acrescentou.

O presidente americano também falou em avanços na área de direitos humanos, reforçou apoio às populações de Cuba, Venezuela e Nicarágua, consideradas ditaduras pela Casa Branca, e disse estar muito confiante de que 2021 será um dos melhores anos da história dos EUA, como vem dizendo há um tempo.

– Como presidente, rejeitei as abordagens fracassadas do passado e estou orgulhosamente colocando a América em primeiro lugar – completou.

*Estadão

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