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Presidente sinalizou que incursão por terra na Venezuela deve ocorrer "em breve"

Thamirys Andrade - 02/12/2025 16h57 | atualizado em 02/12/2025 18h09

Trump durante reunião em seu gabinete Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que pode atacar militarmente não apenas a Venezuela, mas “qualquer país” que traficar drogas para solo estadunidense. A fala aconteceu nesta terça-feira (2), durante reunião em seu gabinete, em Washington.

– Se eles [traficantes] vierem de certo país, ou de qualquer país, ou se nós acharmos que eles estão construindo locais de produção de cocaína ou fentanil, como a Colômbia, que faz muita cocaína… Qualquer um que faça isso e venda no nosso país está sujeito a ataques. Não só a Venezuela. A Venezuela tem sido muito ruim para nós, mandaram assassinos para nosso país, esvaziaram suas cadeias no nosso país. Estamos acabando com isso – declarou o republicano a jornalistas.

O chefe da Casa Branca sinalizou que ataques por terra devem acontecer “muito em breve”.

– Vamos fazer por terra também. Vamos atacar muito em breve. E quando começarmos a atacar por terra, os números vão cair muito, e poderemos viver sem medo do filho ou da filha tomar um comprimido e morrer em 60 segundos – adicionou.

A declaração de Trump acontece no mesmo dia em que o papa Leão XIV pediu que os EUA não busquem derrubar o ditador da Venezuela Nicolás Maduro por vias militares.

– É melhor buscar maneiras de diálogo, talvez pressão, até mesmo pressão econômica, mas buscando outra maneira de mudar, se for isso que os Estados Unidos decidirem fazer – declarou à imprensa durante trajeto de Beirute a Roma.

Trump tem acusado Maduro de liderar o Cartel de los Soles, ligado ao narcotráfico. Sob a liderança do republicano, os EUA vêm conduzindo operações militares no Mar do Caribe e abatendo diversas embarcações que estariam ligadas ao tráfico de drogas.

Segundo o jornal Miami Herald, o presidente dos EUA chegou a dar um ultimato para que Maduro deixe a Venezuela imediatamente e parta para o exílio, renunciando ao cargo e permitindo a volta da democracia venezuelana.

Maduro, por outro lado, disse que o poder de seu país se sustenta no “povo, em seus fuzis e sua decisão de construir esta pátria acima de qualquer dificuldade”. Ele nega as acusações de envolvimento com narcotráfico e afirma que o objetivo de Washington é derrubá-lo para tomar o controle do petróleo venezuelano.

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