Trump pede que Netanyahu seja “mais responsável” sobre o Líbano
Presidente dos Estados Unidos está insatisfeito com a situação
Pleno.News - 16/06/2026 10h40 | atualizado em 16/06/2026 14h23

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, nesta terça-feira (16), ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que seja “mais responsável” em suas ações em relação ao Líbano e disse não estar “satisfeito” com a forma como o aliado tem atuado no país vizinho.
– Não estou satisfeito com a forma como Israel tem atuado no Líbano e com o Hezbollah. Eles deveriam ter sido capazes de terminar o trabalho, mas isso simplesmente se arrasta sem fim e, quando isso acontece, projeta uma imagem negativa sobre o grande acordo, que é o acordo com o Irã – disse Trump, em um encontro bilateral com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da Cúpula do G7 na cidade de Évian, na França.
– Israel está lutando contra o Hezbollah há tempo demais, muitas pessoas estão morrendo e não é necessário derrubar um edifício de apartamentos cada vez que se procura alguém. Nesses apartamentos há muita gente e nem todos são do Hezbollah – acrescentou.
O presidente norte-americano assegurou que o acordo de paz com o Irã, que deve ser formalizado no final desta semana em Genebra, perdurará mesmo levando em consideração possíveis ações futuras de Israel.
Trump disse “não estar irritado” com o primeiro-ministro israelense, mas criticou ações como o lançamento de ataques contra o Líbano em plena negociação com o Irã pelo acordo de paz.
– Duas horas antes de assinarmos, houve um ataque em Beirute. Não gostei nada e deixei isso bem claro para ele – destacou Trump, afirmando ter sugerido a Netanyahu que a Síria deveria “se encarregar” do Hezbollah.
– Acho que a Síria conseguiu unificar aquele país de forma surpreendentemente rápida. É muito capaz e tem sido muito boa comigo. Protegeu tudo o que pedi. Eles fizeram isso e, se Israel não puder fazer o trabalho sem matar todo mundo, eles o farão. A Síria fará o trabalho – sustentou.
O presidente norte-americano assegurou também que, sem os Estados Unidos, Israel não existiria:
– Teria sido destruído há muito tempo se eu não tivesse me envolvido – frisou.
*EFE
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