Trump diz que tarifas poderiam ser maiores e que tem sido gentil
Presidente dos EUA disse aguardar decisão da Suprema Corte sobre legalidade das medidas
Pleno.News - 29/01/2026 15h36 | atualizado em 29/01/2026 17h26

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pontuou que as tarifas impostas por seu governo “poderiam ser mais altas”, mas que a Casa Branca tem sido “muito gentil nesse aspecto”. O republicano disse ainda que aguarda a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das medidas e declarou estar confiante em um desfecho favorável.
– Ainda estamos esperando a decisão da Suprema Corte sobre tarifas, mas acredito que teremos vitória nesse caso. É um caso muito importante para o nosso país – afirmou durante reunião de gabinete nesta quinta-feira (29).
A Corte analisa o tema há quase três meses, após realizar uma audiência acelerada a pedido do governo, que alegou urgência por se tratar de um pilar central da agenda econômica de Trump. Apesar do rito inicial célere, o julgamento segue sem data definida para conclusão, em um prazo que, segundo especialistas, se aproxima do padrão histórico da instituição e pode refletir divergências internas ou a elaboração de votos dissidentes.
Enquanto o Supremo delibera, Trump mantém o discurso de defesa das tarifas e volta a sugerir que poderia ampliar o alcance das medidas, reforçando a pressão política em torno do julgamento. O caso envolve questões sensíveis de separação de poderes e pode estabelecer limites à autoridade do Executivo para impor tarifas de forma unilateral.
Durante a reunião de gabinete, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que cerca de 1 milhão de pessoas já se inscreveram nas chamas “Trump Accounts”, projeto do governo voltado à criação de contas individuais com incentivos fiscais para famílias americanas. Segundo Bessent, a iniciativa busca aproximar o mercado financeiro da economia real.
Bessent também avaliou que 2026 será um ano de crescimento “impulsionado pela oferta” nos EUA e disse que os principais indicadores de inflação “mostram tendência de queda”, em linha com a narrativa da Casa Branca de que a política econômica atual cria espaço para expansão sem pressões inflacionárias significativas.
*AE
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