Trump diz que seria difícil para Machado liderar Venezuela
Presidente dos Estados Unidos deu declarações neste sábado
Pleno.News - 03/01/2026 17h41 | atualizado em 05/01/2026 12h37

Neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “seria muito difícil” para a principal líder opositora ao governo da Venezuela, María Corina Machado, presidir o país sul-americano após a captura de Nicolás Maduro, ao considerar que ela “não conta com apoio, nem respeito dentro do país”.
– Acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Não conta com o apoio, nem o respeito dentro do país. É uma mulher muito amável, mas não goza do respeito necessário – declarou Trump.
A fala sobre Machado ocorreu em uma entrevista coletiva realizada em sua residência particular em Mar-a-Lago, no estado da Flórida, horas após a operação que capturou Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, em Caracas.
O presidente americano assegurou, além disso, que seu governo não esteve recentemente em contato com Machado, ganhadora do Nobel da Paz em 2025 e defensora da campanha de pressão do presidente americano sobre o chavismo.
A ex-deputada, que foi pré-candidata nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024, foi apontada em várias ocasiões como uma candidata a ocupar a presidência caso Maduro fosse derrubado. No entanto, Trump informou que prefere trabalhar com a estrutura atual para garantir a estabilidade, mencionando inclusive que o secretário de Estado, Marco Rubio, já está em conversas com a vice-presidente Delcy Rodríguez.
Em uma entrevista concedida horas antes à rede de TV Fox News, Trump disse que teria que analisar a possível chegada de Machado à presidência, mas seu tom na coletiva foi marcadamente mais cético.
Machado, vista como a figura-chave da oposição venezuelana, recebeu o Nobel da Paz em dezembro de 2025 por sua luta pela democracia. Após a captura de Maduro, ela divulgou um comunicado afirmando que os venezuelanos estão “preparados para tomar o poder” e exigindo que seu aliado Edmundo González Urrutia – considerado por ela o verdadeiro vencedor das eleições em 2024 – seja reconhecido como o presidente legítimo e comandante-chefe das Forças Armadas.
*Com informações da Agência EFE
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