Trump diz que nunca esquecerá “inação” da Otan sobre o Irã
Mensagem ocorre após recusa dos países a contribuírem com reabertura do Estreito de Ormuz
Pleno.News - 26/03/2026 09h42 | atualizado em 26/03/2026 11h22

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou, nesta quinta-feira (26), os países da Otan, afirmando que nunca esquecerá o fato de não terem intervindo na guerra contra o Irã, e lançou um novo ultimato aos negociadores iranianos para que levem as conversas “a sério”, antes que seja “tarde demais”.
– Os países da Otan não fizeram absolutamente nada para ajudar no Irã, uma nação desequilibrada que agora se encontra militarmente destruída. Os Estados Unidos não precisam de nada da Otan, mas “nunca se esqueçam” deste momento tão importante! – escreveu o presidente americano em letras maiúsculas na Truth Social.
A mensagem foi postada após a recusa dos países da aliança em se unir à ofensiva para abrir o Estreito de Ormuz.
Anteriormente, Trump já havia chamado os membros da Otan de “covardes”, destacando que cometeram “um erro muito tolo” e reforçando que não precisava da “ajuda de ninguém”.
Em outra publicação na Truth Social, o presidente norte-americano voltou a lançar um ultimato para que o Irã se sente à mesa de negociações “antes que seja tarde demais”, ameaçando que, caso contrário, “não haverá volta”.
– É bom que levem a sério logo, antes que seja tarde demais, porque, uma vez que isso aconteça, não haverá volta e não será nada agradável! – disse Trump, referindo-se aos negociadores, sem fornecer mais detalhes.
O presidente estadunidense assegurou que “os negociadores iranianos são muito diferentes e estranhos”, e comentou:
– Eles estão nos “implorando” por um acordo, o que deveriam fazer, já que foram aniquilados militarmente sem qualquer chance de recuperação; no entanto, publicamente afirmam que estão “analisando nossa proposta”. ERRADO!
Desta forma, Trump insiste que é o Irã quem pede para negociar, apesar de as autoridades iranianas negarem publicamente e, segundo a imprensa oficial iraniana, terem rejeitado sua proposta de 15 pontos para encerrar a guerra por considerá-la “excessiva”.
Teerã busca colocar na mesa suas próprias condições, que incluem o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e a reparação dos danos causados à infraestrutura do país.
*EFE
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