EUA: Trump diz que Maduro será inteligente se deixar o poder
Presidente dos Estados Unidos deu declarações nesta segunda-feira
Pleno.News - 22/12/2025 21h51 | atualizado em 23/12/2025 14h10

Nesta segunda-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, será “inteligente” se escolher deixar o poder. O americano também advertiu que, se o venezuelano “der uma de durão”, será “a última vez” que o fará.
Ao ser questionado em entrevista coletiva em sua residência privada Mar-a-Lago, no estado da Flórida, sobre se a estratégia dos Estados Unidos é derrubar Maduro, Trump respondeu que “provavelmente sim”.
– Não posso garantir, isso depende dele. Do que queira fazer. Acho que será inteligente se o fizer. Mas já vamos descobrir – afirmou.
Perguntado sobre por que Maduro deveria levar a sério a ameaça de que os Estados Unidos atacariam “em breve” dentro do território venezuelano, Trump advertiu que haveria consequências se o presidente venezuelano “der uma de durão”.
– Pode fazer o que quiser. É o que ele decidir fazer. Se der uma de durão, será a última vez que poderá fazê-lo – declarou.
Trump reiterou a acusação de que o governo Maduro está inundando os Estados Unidos de drogas e criminosos provenientes de prisões venezuelanas.
As declarações foram dadas em meio ao aumento da tensão com Caracas pela ordem de Trump de bloquear a entrada e saída da Venezuela de navios petroleiros sancionados pelo governo americano.
Na entrevista coletiva, Trump disse que os Estados Unidos ficarão com os 1,9 milhão de barris de petróleo do navio confiscados em 10 de dezembro.
– Nós ficaremos com ele. Pode ser que fiquemos com ele, o vendamos ou o mantenhamos em nossas reservas estratégicas. Ficaremos com ele e com os navios também – acrescentou.
Ele também afirmou que conversou com companhias petroleiras americanas sobre a Venezuela, mas não deu detalhes a respeito.
Até agora, o objetivo oficial da estratégia do governo americano em relação à Venezuela é frear o fluxo do narcotráfico rumo aos EUA e recuperar os “direitos petrolíferos” das empresas americanas, mas não fala abertamente em depor Maduro.
*Com informações da Agência EFE
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