Trump diz não ter pressa para retomar negociações com Irã
Presidente americano reforçou que economia iraniana "está desmoronando"
Pleno.News - 26/08/2026 14h59 | atualizado em 26/08/2026 16h39

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (26), que não tem pressa em retomar as negociações de paz paralisadas com o Irã e garantiu que mantém “uma grande vantagem” sobre a república islâmica, contra a qual pretende intensificar a pressão econômica, prestes a completar seis meses de conflito.
Trump afirmou, em entrevista à emissora catariana Al Jazeera, que não estabeleceu um prazo para que Teerã retorne às negociações em busca de um acordo que ponha fim definitivo às hostilidades.
– Não tenho nenhum prazo, nenhum mesmo. Não tenho pressa. Não tenho prazo algum. Estamos ganhando com uma vantagem considerável – insistiu.
O líder americano reiterou que a república islâmica tem “uma inflação enorme” e que sua “economia está desmoronando”. Ele também repetiu que os líderes iranianos “tratam muito mal seu povo e estão matando muitos manifestantes”.
As declarações de Trump ocorrem dois dias após Washington ter apresentado a Operação Pária Econômico, que visa sancionar qualquer um que mantenha relações comerciais com o Irã.
Essas novas medidas, que ainda não têm data de entrada em vigor, somam-se a um bloqueio naval dos EUA sobre os portos e o litoral do Irã, que, desde o início do conflito, interrompeu, como retaliação, a passagem pelo estratégico estreito de Ormuz, o que afetou o abastecimento mundial de petróleo e disparou o preço dos hidrocarbonetos.
Questionado sobre se as medidas econômicas são mais eficazes do que um ataque militar, o presidente respondeu que acredita “que ambas sejam eficazes”. Trump afirmou nesta terça (25) que as forças militares de seu país removeram as minas do Estreito de Ormuz e advertiu o Irã contra qualquer tentativa de colocar novos explosivos nessa importante rota comercial de petróleo.
Por sua vez, na última segunda (24), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Pentágono não descartou o uso de “ataques cinéticos” contra alvos iranianos.
*EFE
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