Trump dá ultimato para que Zelensky aceite plano de paz
Americano deu prazo até a próxima quinta-feira, 27 de novembro, para que ucraniano aceite proposta
Pleno.News - 21/11/2025 15h08 | atualizado em 21/11/2025 16h05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu nesta sexta-feira (21) um ultimato ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que aceite até a próxima quinta-feira, 27 de novembro, Dia de Ação de Graças, o plano de paz proposto pela Casa Branca para pôr fim à guerra na Ucrânia.
– Se as coisas funcionarem bem, os prazos podem ser prorrogados. Mas quinta-feira é o dia que consideramos oportuno – declarou o presidente, em entrevista à emissora Fox Radio.
Questionado na entrevista sobre o plano, que implicaria que a Ucrânia cedesse território à Rússia, o líder americano ressaltou que Kiev já “está perdendo território” com a guerra, um conflito que ele disse estar “fora de controle, é um massacre”.
O presidente lembrou que, até agora, os Estados Unidos transferiram para a Ucrânia “os melhores equipamentos militares do mundo”.
Questionado sobre a possibilidade de o presidente russo, Vladimir Putin, decidir atacar outros países europeus no futuro, Trump mostrou-se convencido de que o chefe do Kremlin “não quer mais problemas” e que aprendeu a lição de uma guerra “que deveria ter durado um dia e já dura quatro anos”.
Trump também destacou a entrada em vigor, nesta sexta, das novas sanções americanas contra as duas maiores petroleiras russas, Rosneft e Lukoil, que ele classificou como “muito poderosas”.
O plano de 28 pontos de Trump para a Ucrânia, que vazou para a imprensa americana, inclui limites para Kiev, como a redução de seu exército para um máximo de 600 mil efetivos ou a cessão à Rússia de territórios que não foram conquistados militarmente por Moscou.
O novo impulso para um novo plano de paz surge após meses em que Trump demonstrou sua frustração com a recusa de Putin em deter a guerra na Ucrânia e com a imposição a Moscou de vários ultimatos que não foram cumpridos. Zelensky concordou com seus principais parceiros europeus em coordenar posições para negociar com os Estados Unidos o documento apresentado por Washington.
O presidente ucraniano advertiu nesta sexta que o país enfrenta “escolhas muito difíceis” que podem acarretar o risco de perder um aliado importante como Washington.
*EFE
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