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Fala ocorre após presidente sofrer revés judiciário na questão das tarifas

Pleno.News - 16/03/2026 10h52 | atualizado em 16/03/2026 11h17

Donald Trump, presidente dos EUA foto: EFE/ Graeme Sloan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou decisões do Judiciário de seu país e disse que vai buscar alternativas para manter a cobrança de tarifas de importação após sofrer um revés na Suprema Corte sobre o tema, em fevereiro.

Em duas publicações na Truth Social no início da madrugada desta segunda-feira (16), Trump afirmou que a decisão sobre as tarifas pode “dar trilhões de dólares a países e empresas” que “têm se aproveitado dos Estados Unidos por décadas”. O presidente declarou, porém, que já começou a taxar os parceiros comerciais por outros meios.

Na primeira mensagem, Trump agradeceu aos juízes da Suprema Corte que votaram a favor das tarifas, Samuel Alito, Clarence Thomas e Brett Kavanaugh, “por sua sabedoria e coragem” e disse que lutará para impedir que “concorrentes hostis sejam reembolsados e recompensados” pelas cobranças já realizadas.

Trump também afirmou que os juízes alinhados ao Partido Democrata sempre votam juntos e que a Suprema Corte teria se tornado pouco mais do que uma organização “política, armada e injusta”. O presidente voltou a dizer que a eleição de 2020, que perdeu para Joe Biden, foi fraudada, o que teria sido “conclusivamente provado”.

Na segunda publicação, Trump afirmou que os tribunais tratam os republicanos de forma injusta e acusou novamente o Judiciário de ser “altamente politizado”.

Trump também voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, por causa da reforma da sede da instituição, que classificou como “um buraco de dinheiro”. Segundo o chefe da Casa Branca, o empreendimento seria o “edifício mais caro, por metro quadrado, de qualquer projeto já construído”.

O republicano ainda criticou o juiz James Boasberg, a quem chamou de “maluco, desagradável, desonesto e totalmente fora de controle”.

O presidente também fez uma publicação exaltando o jornalista conservador Mark Levin, que apoia o movimento Make America Great Again (Maga) e, na opinião de Trump, ajuda a impedir que o Irã, a quem chamou de “um regime terrorista doente, demente e violento,” tenha armas nucleares.

*AE

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