Trump cita ‘Bolsonaro Jr’ e diz que Brasil está perigoso politicamente
Presidente dos EUA se pronunciou após a condenação de Eduardo Bolsonaro
Pleno.News - 17/06/2026 15h58 | atualizado em 17/06/2026 16h40

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil se tornou um país “difícil politicamente”, ao comentar, durante a Cúpula do G7, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.
Na ocasião, o chefe da Casa Branca foi indagado por uma jornalista como havia sido sua interação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o encontro internacional.
– Eu passei bastante tempo com Lula, na verdade. E o país está ficando um pouco difícil, né? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente. Tem sido feio – declarou o republicano.
Na sequência, Trump mencionou ter chegado ao seu conhecimento que a Justiça brasileira quer prender um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entretanto, Trump demonstrou ter confundido Eduardo com o irmão, pré-candidato à Presidência no Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
– Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo à Presidência hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Acabei de me despedir dele [Lula]. E ouvi que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam por que ele fez uma declaração no Texas. Ou querem prender ele, ou tem algo para prendê-lo. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos. Olha, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições fraudadas – declarou.
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Trump se referia à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão e a oito anos de inelegibilidade pelo crime de coação no curso do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Após a decisão do colegiado, Eduardo declarou ao portal Metrópoles que irá levar o caso ao presidente dos Estados Unidos e a outras autoridades norte-americanas.
– Certamente, eu levarei a Casa Branca, o Departamento de Justiça, ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso é uma afronta ao governo dos EUA – pontuou.
À Rede Comunica Brasil, Eduardo indagou ainda por que Trump não foi incluído no processo, haja vista que o presidente sancionou autoridades brasileiras.
– E aí eu pergunto: quem decretou a sanção contra o Moraes, a Lei Magnitsky e as sanções Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, na sigla em inglês)? Foi o presidente Trump, junto com seus secretários Scott Bessent e Marco Rubio, não foi Eduardo Bolsonaro. Por que o Trump, pelo menos, não está nesse processo? Porque eles não têm coragem – disparou o ex-congressista.
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