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Trump: ‘Lentidão’ de Biden com Rússia é ‘conflito de interesses’

Ex-presidente se manifestou por meio de comunicado

Pleno.News - 16/03/2022 09h34 | atualizado em 16/03/2022 10h37

Ex-presindente dos EUA, Donald Trump Foto: Zach Gibson/EFE

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que a resposta “lenta” de Joe Biden à invasão russa da Ucrânia se deve a um suposto “conflito de interesses” de sua família. A declaração ocorreu após as sanções anunciadas, na terça-feira (15), pela Rússia contra dirigentes americanos.

Por meio de um comunicado, Trump disse que, embora “horríveis de várias maneiras”, as sanções devem levar Biden a explicar por que sua família “recebeu 3,5 milhões de dólares (R$ 17,94 milhões) da esposa muito rica do ex-prefeito de Moscou”, Elena Baturina.

O governo russo anunciou que Biden e vários membros de seu gabinete, além de chefes de agências dos EUA, bem como o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, não poderão entrar em seu país em resposta a uma sanção semelhante imposta por esses países.

A respeito do assunto, a acusação de Trump não é nova. Ele já havia mencionado o assunto durante um debate presidencial com Biden antes das eleições presidenciais de 2020 nos EUA. Na ocasião, o então candidato à reeleição repercutiu um relatório apresentado por senadores republicanos que apontava que Hunter Biden, filho do agora presidente, havia recebido 3,5 milhões da esposa do prefeito de Moscou, Yury Luzhkov, em 2014.

Sem dar detalhes a esse respeito, Trump destacou que o suposto repasse pode estar por trás do fato de Biden ter sido “lento para agir” na crise que levou à invasão da Ucrânia pela Rússia.

– Talvez seja por isso que Biden tenha sido tão ‘lento em agir’ com a Rússia. Este é um conflito de interesses muito ruim que, talvez agora, será total e finalmente revelado – disse o ex-presidente.

O republicano ainda não revelou se irá concorrer novamente nas eleições presidenciais de 2024.

Conforme relatado em comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, as sanções anunciadas na terça-feira respondem a medidas semelhantes impostas pelos Estados Unidos por ocasião da invasão da Ucrânia.

Além de Biden e Trudeau, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, o secretário de Defesa, Lloyd Austin, e o presidente do Estado-Maior Conjunto, Mark Milley, estão incluídos na “lista de exclusão” russa. Também fazem parte da lista precisamente o filho de Biden, Hunter, e a ex-secretária de Estado e ex-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton.

Os Estados Unidos minimizaram a importância das sanções. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, indicou que nenhum dos incluídos na lista tem planos de fazer “viagens turísticas” à Rússia.

*EFE

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