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Presidente americano deu declarações por causa da postura do país em relação ao Irã

Pleno.News - 03/03/2026 18h50 | atualizado em 03/03/2026 19h18

Presidente americano Donald Trump Foto: EFE/Octavio Guzmán

Nesta terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “cortar todo o comércio com a Espanha” por sua postura em relação à ofensiva contra o Irã e impor um embargo comercial ao país europeu após a decisão do governo espanhol de proibir Washington de usar bases militares de Morón e Rota na guerra.

– Eu poderia parar tudo relacionado com a Espanha, todos os negócios relacionados com a Espanha. Tenho o direito de parar. Embargos. Faço o que quero com eles, e poderíamos fazer isso com a Espanha. Vamos cortar todo o comércio com a Espanha – declarou Trump.

Ele deu declarações durante um encontro com o chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca.

Trump acrescentou que “não quer ter nada a ver” com a Espanha e disse que “tem sido terrível”.

– A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos, exceto pessoas maravilhosas. Tem pessoas fantásticas, mas falta a elas uma grande liderança – afirmou.

Questionado pelo presidente sobre a possibilidade de impor um embargo à Espanha, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a Suprema Corte dos EUA “reafirmou a capacidade de implementar um embargo” por via executiva.

Trump também criticou novamente o fato de a Espanha ser o único país da Otan que não se comprometeu a aumentar seus gastos com defesa em 5%.

Ao ser perguntado sobre o assunto, Merz disse que está tentando “convencer” a Espanha a aumentar os gastos com defesa para “3% ou 3,5%” do seu produto interno bruto (PIB), pois é o “único” parceiro da Otan que não se comprometeu a fazê-lo.

– A Espanha é a única que não está disposta a aceitar isso. E estamos tentando convencê-los de que isso faz parte da nossa segurança comum e que todos devemos cumprir esses números – declarou o chanceler alemão.

Essas declarações de Trump foram feitas depois que o governo espanhol se recusou a permitir que suas bases, que são de sua propriedade, embora utilizadas pelos EUA, fossem empregadas para operações que não estão dentro da Carta das Nações Unidas.

Após os primeiros ataques a Teerã no âmbito da Operação Furia Épica iniciada no último sábado (28), o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, rejeitou a ação militar conjunta dos EUA e de Israel no Irã, considerando que a iniciativa “contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil”.

A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, observou que os Estados Unidos puderam tomar a decisão de transferir seus aviões-tanque para outras bases, sabendo que, a partir das bases espanholas, eles não poderiam operar em apoio aos ataques ao Irã.

Robles negou categoricamente que as bases de Morón de la Frontera e Rota estejam prestando assistência aos Estados Unidos em suas operações no Irã e acrescentou que isso só pode ser feito quando se opera dentro da legalidade internacional.

*Com informações da Agência EFE

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