Trump adia viagem à China para focar na guerra contra Irã
Presidente dos EUA afirmou que deve ir ao país asiático daqui a seis semanas
Pleno.News - 17/03/2026 16h55 | atualizado em 17/03/2026 17h38

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou uma viagem diplomática à China para se concentrar na guerra contra o Irã. Segundo Trump, é “importante” que ele esteja no país.
– Acho importante que eu esteja aqui. Então, pode ser que adiemos um pouco. Não muito – disse Trump nesta segunda-feira (16), em entrevista a repórteres.
Durante um encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, no Salão Oval, nesta terça (17), Trump afirmou que iria à China em cinco ou seis semanas, em vez de no final deste mês. Ele afirmou que iria “remarcar” sua visita ao presidente chinês, Xi Jinping.
– Estamos trabalhando com a China, eles concordaram. Estou ansioso para ver o presidente Xi. Acho que ele também está ansioso para me ver – disse.
A viagem havia sido planejada há meses, mas começou a ruir à medida que Trump começou a insistir para que Pequim e outras potências mundiais usassem a força militar para proteger o Estreito de Ormuz.
Em uma entrevista ao Financial Times no último domingo (15), Trump disse que gostaria de saber se Pequim ajudaria a garantir a segurança do estreito antes de partir para a cúpula no final de março.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, se reuniu nesta semana em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para uma nova rodada de negociações destinadas a abrir caminho para a viagem de Trump. Ele disse que quaisquer alterações na programação seriam por motivos logísticos, e não porque Trump estivesse tentando pressionar Pequim.
Trump observou que a China obtém cerca de 90% de seu petróleo do estreito, enquanto os EUA obtêm uma quantidade mínima. Ele também fez apelos ao Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e França.
– Encorajamos fortemente outras nações cujas economias dependem do estreito muito mais do que a nossa. Queremos que elas venham e nos ajudem com o estreito – pediu Trump, na Casa Branca, nesta segunda.
*AE
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