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Suprema Corte força Trump a mostrar declaração de impostos

Ex-presidente passou os últimos anos negando acesso a suas declarações financeiras

Pleno.News - 22/02/2021 18h40

Ex-presidente dos EUA, Donald Trump, terá que apresentar declarações de imposto Foto: EFE/Jim Lo Scalzo

A Suprema Corte dos Estados Unidos negou, nesta segunda-feira (22), o último pedido de Donald Trump para impedir que suas declarações de impostos sejam entregues a um promotor de Nova Iorque.

A decisão encerra uma longa batalha legal para impedir o promotor de Manhattan, Cyrus Vance, de acessar os registros fiscais de Trump, e é um grande golpe para o ex-presidente, que não mediu esforços para mantê-los ocultos por anos.

O tribunal superior não deu detalhes sobre a forma como os magistrados votaram.

– O trabalho continua – disse Vance em um breve comunicado após a publicação da decisão.

Em julho, a Suprema Corte já havia considerado justificado o pedido do promotor Vance, um democrata que cobra do escritório de contabilidade de Trump, Mazars, os impostos do ex-presidente de 2011 a 2018. Mas os advogados de Trump apelaram da decisão.

Porém, dessa vez, a decisão é final. A Mazars indicou no passado que obedeceria à decisão da Suprema Corte.

Como a investigação de Vance se baseia em decisão de um grande júri cujas deliberações são secretas, ninguém sabe exatamente o que o promotor procura nos documentos fiscais que solicita ao escritório de advocacia Mazars.

Inicialmente, a investigação se concentrou em um pagamento feito à atriz pornográfica Stormy Daniels e outra suposta amante de Trump para comprar seu silêncio – elas alegavam durante a campanha de 2016 que teriam tido um caso extraconjungal com Trump -, em violação à lei de financiamento eleitoral dos Estados Unidos.

Mas a acusação recentemente deu a entender que a investigação poderia ser mais ampla e se estender ao “possível comportamento criminoso dentro da Trump Organization”, a empresa que reagrupa os negócios do ex-magnata do mercado imobiliário e não está listada na bolsa de valores.

De acordo com a imprensa americana, os investigadores da promotoria questionaram recentemente os funcionários do Deutsche Bank, apoiadores financeiros de Trump e sua holding durante anos, assim como funcionários de sua seguradora, Aon.

Também entrevistaram o ex-advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, que está cumprindo prisão domiciliar. Cohen disse ao Congresso que Trump e sua empresa inflaram ou reduziram artificialmente o valor de seus ativos para obter empréstimos bancários ou reduzir impostos.

Se as suspeitas forem confirmadas e Trump for indiciado, o caso pode culminar na prisão do ex-presidente, que mora em seu clube de golfe em Mar-a-Lago, Flórida, desde que deixou a Casa Branca em 20 de janeiro.

Ao contrário dos crimes federais, os crimes estaduais não podem receber anistia presidencial, se Joe Biden quiser fazer isso para unificar o país.

*Estadão

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