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Secretário de Guerra prevê mais ataques dos EUA a narcolanchas

"Mal começamos", declarou Pete Hegseth

Pleno.News - 02/12/2025 17h53 | atualizado em 02/12/2025 18h34

Pete Hegseth Foto: EFE/EPA/RON SACHS / POOL

Nesta terça-feira (2), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Pentágono voltará a atacar “narcolanchas”, em um momento marcado pelas críticas à decisão das Forças Armadas americanas de eliminar sobreviventes de um dos bombardeios que realizou contra esse tipo de embarcação no Caribe em setembro.

– Mal começamos a atacar barcos de narcotraficantes e a jogar narcoterroristas no fundo do oceano, porque eles têm envenenado o povo americano – declarou Hegseth.

A fala ocorreu durante uma reunião do gabinete do presidente Donald Trump.

O secretário de Guerra disse que Trump abordou o tráfico de drogas “combatendo essas organizações terroristas designadas”, em referência a gangues como Tren de Aragua e Cartel de los Soles, grupos criminosos com origem na Venezuela que a Casa Branca classificou como terroristas dentro de sua grande mobilização militar no Caribe e crescente pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.

O próprio Trump afirmou, durante a reunião realizada hoje na Casa Branca, que o volume de drogas que entram nos EUA pelo mar “diminuiu 91%”, e Hegseth respondeu que os ataques contra narcolanchas foram pausados recentemente “porque é difícil encontrar barcos para atacar agora mesmo”.

O secretário de Guerra reiterou que conseguir um efeito dissuasório “é o objetivo principal” desses ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico. Desde o início da ofensiva, o Pentágono realizou 21 bombardeios que deixaram 82 tripulantes mortos.

O jornal The Washington Post informou, na última quinta-feira (27), citando fontes anônimas, que após o primeiro desses ataques, executado em 2 de setembro, foi realizado um segundo, ordenado supostamente por Hegseth, para matar dois sobreviventes do ataque inicial, uma ação que o Congresso se prepara para investigar diante da possibilidade de que constitua um crime de guerra.

A Casa Branca confirmou nesta segunda (1º) que esse segundo ataque foi realizado, mas informou que a ordem veio de Frank Bradley, almirante da Marinha que na época do ataque era chefe do Comando de Operações Especiais Conjunto.

Hegseth mostrou hoje sua confiança em Bradley e, assim como disseram a Casa Branca e o Pentágono, declarou que todos os ataques contra embarcações que supostamente transportam drogas são completamente legais.

– Sempre apoiamos nossos comandantes que tomam decisões em situações difíceis e, neste caso e em todos esses ataques, eles estão tomando decisões com critério e se certificando de defender o povo americano – disse o secretário de Guerra.

*EFE

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