Rússia anuncia nova campanha de censura contra redes VPN
Ministro falou sobre "restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras"
Pleno.News - 31/03/2026 20h39 | atualizado em 01/04/2026 11h39

O governo da Rússia lançou mais uma campanha de censura na internet ao tomar medidas para reduzir o uso de redes VPN (Virtual Private Network), que permitem o acesso a recursos proibidos no país.
O ministro do Desenvolvimento Digital russo, Maksut Shadayev, admitiu que o objetivo das autoridades é “reduzir o uso de VPN”, que é amplamente difundido, especialmente nas grandes cidades e entre os jovens.
Shadayev detalhou que as autoridades pretendem “restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras” que supostamente se recusam a cumprir a legislação russa em matéria de segurança ou de combate ao terrorismo.
Em clara alusão ao aplicativo de mensagens Telegram, assegurou que, com algumas dessas plataformas, tentou-se “em vão” chegar a um acordo por um longo período.
Entre outras medidas, as autoridades propuseram que as operadoras cobrem caso o tráfego internacional mensal ultrapasse 15 gigabytes.
Além disso, segundo o portal Meduza, o Ministério do Desenvolvimento Digital deseja proibir o acesso a plataformas nacionais através de VPNs, e as empresas que não cumprirem este requisito poderão ser severamente punidas.
Diante da pressão das autoridades, a Apple teve que remover da App Store na Rússia diversos aplicativos de VPN que poderiam permitir o acesso a conteúdos censurados, o que rendeu críticas do fundador do Telegram, Pavel Durov.
– A Apple acaba de remover vários aplicativos de VPN da App Store russa, especificamente aqueles que ajudavam os usuários a evitar a censura baseada em Deep Packet Inspection (DPI, sistema de análise profunda e filtragem de tráfego) na Rússia. Isso não é legal, Apple – escreveu Durov na rede social X.
Segundo Durov, a Apple “ficou do lado da censura russa, porque teme perder os lucros no mercado russo, mas esta é uma estratégia de curto prazo”.

Essas medidas fazem parte da criação das “listas brancas”, que incluem apenas os recursos e serviços oficiais aprovados pelas forças de segurança.
*Com informações da Agência EFE
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