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Putin se ausenta do velório de ministro morto após demissão

Kremlin afirma que funerais "não são atividades de comparecimento obrigatório"

Pleno.News - 10/07/2025 10h54

Vladimir Putin e o ex-ministro dos Transportes da Rússia, Roman Starovoit
Vladimir Putin e o ex-ministro dos Transportes da Rússia, Roman Starovoit Foto: EFE/EPA/GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN / POOL MANDATORY

O Kremlin confirmou, nesta quinta-feira (10), a ausência do presidente da Rússia, Vladimir Putin, no velório do ministro dos Transportes, Roman Starovoit, encontrado morto, na última segunda-feira (7), horas depois de ter sido demitido.

– O presidente nem sempre comparece a essas tristes cerimônias de despedida. Vocês sabem que muitos membros do governo foram. O presidente hoje tem outra agenda de trabalho – afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, em sua coletiva de imprensa telefônica diária.

Peskov acrescentou que os funerais “não são atividades de comparecimento obrigatório”.

– Por isso não posso dizer quem compareceu. Isso é sempre uma decisão pessoal de cada um – destacou.

A cerimônia de despedida de Starovoit foi realizada nesta quinta, no Hospital Clínico Central de Moscou, subordinado à administração da presidência russa.

Várias centenas de pessoas compareceram ao velório, incluindo vários ministros.

Starovoit será enterrado em São Petersburgo.

De acordo com autoridades russas, a principal versão para a morte de Starovoit, ao lado de quem foi encontrada uma pistola, é que o ex-ministro tenha tirado a própria vida.

Meios de comunicação locais indicam que o ministro demitido estaria envolvido em um esquema de corrupção relacionado à construção de fortificações em Kursk, que foi invadida pela Ucrânia apenas três meses depois de ele ter sido promovido a ministro dos Transportes.

No último mês de abril, as forças de segurança detiveram por corrupção Alexei Smirnov, braço direito e sucessor de Starovoit em Kursk.

Segundo algumas fontes, Smirnov pode ter incriminado seu ex-chefe, que poderia ser condenado a até 20 anos de prisão caso fosse detido e condenado.

*Com informações da EFE

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