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Putin pede que países europeus reconheçam vacina Sputnik V

Presidente russo negou que utilize imunizante como instrumento geopolítico para ganhar influência

Pleno.News - 04/06/2021 21h51 | atualizado em 05/06/2021 12h09

Vladimir Putin, presidente da Rússia Foto: EFE/EPA/Michail Klimentyev

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, negou nesta sexta-feira (4) que utilize a vacina Sputnik V como instrumento geopolítico para ganhar influência, e manifestou o desejo de que os países europeus reconheçam o imunizante.

– Seria melhor se os reguladores europeus reconhecessem que as pessoas que recebem nossas vacinas não diferem daquelas que foram vacinadas com as de Pfizer ou outras – disse o chefe do Kremlin.

Ele deu declarações durante uma entrevista às principais agências de notícias internacionais, entre elas a EFE.

– A eficácia de 97% (da Sputnik V) foi comprovada pelos especialistas. E temos todos os motivos para dizer que temos o pleno direito de oferecer essa vacina. E se o país aceita, é questão deles – frisou.

O presidente russo lembrou que, na Europa, alguns países como Sérvia e Hungria optaram pela Sputnik V, que não foi autorizada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês).

Putin chamou de “absurdas” as acusações do Ocidente de que a Sputnik V é um instrumento geopolítico ou uma arma para a Rússia.

– Essas acusações não fazem nenhum sentido – afirmou.

Ele também argumentou que essas declarações vêm da “competição” e “daqueles que não podem reconhecer que a Rússia não é apenas um país de recursos, mas também de um alto nível de educação e tecnologia”.

Putin disse ainda que a demora no registro da vacina na Europa está “ligada aos interesses comerciais” dos fabricantes, pois dessa forma eles “ganham tempo” em relação aos concorrentes. Quando as agências europeias lhes dão autorização para a utilização da vacina no continente, nessa altura já ocupam o mercado com contratos de fornecimento a longo prazo.

– Então será tarde demais para nós [para entrar no mercado da União Europeia] – admitiu.

O presidente russo destacou que seu país já vende sua vacina contra a Covid-19 em 66 países e não é, atualmente, movido pelo lucro, “mas por razões humanitárias”. Ele também manifestou disponibilidade para transferir tecnologia de vacinas para a Europa.

O líder russo afirmou que a pandemia do coronavírus ainda não passou, portanto as fronteiras do país com todas as demais nações ainda não podem ser abertas.

– Em junho vamos produzir 20 milhões de doses por mês. Temos o suficiente para vacinar toda a população. E vamos chegar a 60% das pessoas vacinadas na Rússia em setembro. Então vamos falar sobre um acesso mais amplo ao nosso território. E nossos cidadãos poderão viajar mais amplamente para outros países, até mesmo para os europeus – disse.

*Com informações da Agência EFE

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