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Protesto contra restrições na Argentina termina em confronto

Manifestação aconteceu na província de Formosa, no Norte do país

Pleno.News - 05/03/2021 22h17 | atualizado em 05/03/2021 22h21

Protesto contra restrições em província argentina termina em confronto Foto: Pixabay

Nesta sexta-feira (5), a província de Formosa, no Norte da Argentina, foi palco de confrontos entre manifestantes e policiais durante um protesto contra medidas de restrição impostas devido à pandemia de Covid-19.

Moradores e comerciantes locais, que não querem o fechamento de lojas e serviços em meio a um cenário de crise da economia foram à frente da sede do governo para protestar contra as medidas.

A polícia montou uma cerca para impedir que o protesto avançasse, e um grande tumulto começou. Os agentes usaram balas de borracha, cassetetes, jatos d’água e gás lacrimogêneo para reprimir os manifestantes.

Imagens de pessoas ensanguentadas viralizaram nas redes sociais e ganharam destaque na imprensa argentina.

– Há cidadãos, conselheiros e jornalistas feridos que são atacados e detidos. Considero o governador (Gildo) Insfrán responsável pelas consequências da violência, e exorto o governo nacional a tomar medidas urgentes e garantir o Estado de Direito na província – disse Luis Naidenoff, senador por Formosa.

Naidenoff é membro do partido Juntos pela Mudança, o maior da oposição ao presidente Alberto Fernández, de quem Insfrán é aliado.

Enquanto transcorria o protesto e depois a repressão, Insfrán inaugurava uma sede judiciária e um instituto em outra parte da cidade de Formosa, capital da província homônima, de acordo com a conta do governador no Twitter.

O governo provincial já havia sido questionado por parte da população por impedir a entrada e saída de pessoas de seu território devido à pandemia. Além disso, recebeu críticas de ONGs nacionais e internacionais de direitos humanos pela instalação de centros de isolamento.

Desta vez a província estabeleceu, a partir do meio-dia de ontem e até 18 de março, a proibição da circulação de pessoas sem autorização e a suspensão do transporte intermunicipal. Somente trabalhadores de setores essenciais estão isentos das medidas, como profissionais da saúde e policiais.

Ontem, na capital de Formosa, apenas 17 casos de covid-19 foram detectados. Desde o início da pandemia, a província registrou 1.333 contágios, cerca de 220 por 100.000 habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde argentino.

A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas condenou no Twitter “a grave deterioração da liberdade de expressão em Formosa” e relatou que hoje a jornalista Maxi Galarza foi ferida, e outra profissional da imprensa, Julieta González, foi detida durante o protesto.

*Com informações da Agência EFE

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