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Andrés Manuel López Obrador deu declarações durante coletiva, nesta terça-feira

Pleno.News - 23/03/2021 16h16 | atualizado em 23/03/2021 16h55

Andrés Manuel López Obrador, presidente do México Foto: EFE/ Presidencia de México

Nesta terça-feira (23), o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, destacou a soberania do país, ao ser questionado se o motivo da viagem de assessores do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi verificar as medidas adotadas para frear a onda migratória ao território mexicano.

– Não aceitamos visitas de supervisão. Não somos uma colônia. Não somos um protetorado. O México é um país independente e soberano – garantiu o chefe de governo.

Ele deu as declarações durante uma entrevista coletiva concedida no Palácio Nacional.

Uma delegação formada por membros do alto escalão do governo americano se reuniria na Cidade do México com integrantes do Executivo mexicano, entre eles estão o primeiro ministro, Marcelo Ebrard, para avaliar o crescente fenômeno migratório na região e para um acordo de cooperação para o desenvolvimento.

Dos Estados Unidos, participará a coordenadora da Casa Branca para a fronteira sul, Roberta Jacobson; o encarregado da América Latina e do Caribe no Conselho de Segurança Nacional (NSC), Juan González; e o recém-nomeado como enviado especial para o Triângulo Norte da América Central, Ricardo Zúñiga.

– Eles sempre imaginam que virão dos Estados Unidos para nos repreender, ou que entraremos em compromissos, em negociações indignas. Eles estão errados – disse López Obrador.

O presidente mexicano destacou que as relações com os Estados Unidos são de respeito mútuo e agradeceu pedindo ao governo americano que não promova interferências “nem violente os princípios constitucionais de política exterior”, disse o presidente mexicano.

Lopez Obrador classificou a política de imigração do presidente Joe Biden como “muito boa”. No entanto, admitiu que levará tempo para que seja alcançado o compromisso de regularizar os migrantes mexicanos.

Atualmente, está sendo registrada uma crescente onda migratória em direção aos Estados Unidos, que coincide com a chegada do sucessor de Donald Trump ao poder, no fim de janeiro.

Na semana passada, o México anunciou restrições a viagens não essenciais na fronteira sul do país, alegando intenção de conter a propagação do novo coronavírus.

*Com informações da Agência EFE

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