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Presidente do Chile pede a renúncia de seus ministros

Sebastian Piñera enfrenta onda de protestos

Gabriela Doria - 26/10/2019 14h35

Presidente do Chile, Sebastian Piñera, pediu renúncia dos ministros Foto: EFE/EPA/Presidência do Chile

Em meio à onda de protestos no Chile, o presidente Sebastián Piñera anunciou neste sábado (26), em comunicado na sede da presidência, em Santiago, ter pedido a todos os seus ministros que renunciem a seus respectivos cargos, para que um novo gabinete seja formado.

Em seu discurso no palácio La Moneda, transmitido pelas redes sociais, o mandatário chileno ainda afirmou que poderá encerrar neste domingo (27) o estado de emergência decretado na madrugada do sábado anterior (19), conforme os protestos no país se radicalizaram. O toque de recolher no país foi suspenso.

Os atos tiveram início devido a um aumento de 3,75% no valor da tarifa de metrô. Piñera tentou voltar atrás e cancelar o reajuste, mas a medida não conteve os protestos, que ganharam novas reivindicações, com críticas ao sistema de aposentadoria, ao aumento da desigualdade e à falta de serviços públicos.

As manifestações chegaram ao oitavo dia nesta sexta-feira (25), em ato com mais de 1,2 milhão de pessoas na praça Itália, próxima ao palácio presidencial. A marcha foi elogiada por Piñera em seu comunicado, que a classificou como “muito alegre e pacífica”.

O presidente chileno afirmou que irá apresentar ao Congresso medidas que, segundo ele, atendem à agenda social, com melhorias nas aposentadorias e estabilização do preço de serviços básicos. Ele ainda pediu um esforço conjunto da sociedade para que o país volte à normalidade.

Episódio social mais grave do Chile em 30 anos, desde o final da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), a onda de protestos deixou ao menos 18 mortos e 6 mil detidos.

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