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Fernández volta a reivindicar soberania das Ilhas Malvinas

Presidente argentino deu declarações nesta quinta-feira

Pleno.News - 10/06/2021 20h41 | atualizado em 11/06/2021 10h38

Alberto Fernández voltou a reivindicar soberania das Ilhas Malvinas Foto: Reprodução

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, reiterou nesta quinta-feira (10) a reivindicação de soberania do país sobre as Ilhas Malvinas, território pelo qual disputa com o Reino Unido.

– É uma reivindicação legítima que a Argentina faz, sustenta e persiste, que é a reivindicação de que eles devolvam a terra que nos foi usurpada – disse Fernández.

Ele deu declarações em um evento para o Dia da Afirmação dos Direitos Argentinos sobre as Ilhas Malvinas.

O dia é comemorado em memória de 10 de junho de 1829, quando o então governo argentino criou o Comando Político e Militar das Malvinas. Então, em 1833, o Reino Unido ocupou o arquipélago e despejou seus habitantes e as autoridades argentinas, que desde então sempre reivindicaram a soberania sobre as ilhas.

Fernández declarou que a questão das Malvinas causa “enormes dores” em seu país.

– A Argentina declarou incansavelmente sua decisão de recuperar esse território. É inquestionavelmente território argentino – falou o chefe de Estado.

O presidente lembrou que, em 1965, as Nações Unidas decidiram que a Argentina e o Reino Unido deveriam se sentar à mesa de negociações para buscar uma solução para um problema reconhecido mundialmente.

– A Argentina fez muitos esforços para encontrar um ponto de diálogo e acordos com os usurpadores, mas não correu bem – lamentou Fernández.

Ele acredita que os britânicos se estabeleceram nas Malvinas “por razões econômicas e militares, por um melhor controle do Atlântico Sul”.

A Argentina e o Reino Unido entraram em conflito pela soberania sobre as Malvinas em uma guerra que começou em 2 de abril de 1982, com o desembarque das tropas argentinas no arquipélago, e terminou em junho desse mesmo ano com a rendição às forças britânicas. Na guerra, morreram 255 ingleses, três ilhéus e 649 argentinos.

– Custa-nos lembrar desse resultado que, de forma alguma, mancha o feito heroico daqueles que estiveram lá. A diplomacia deve nos levar a recuperar aquele território. Não devemos arriscar mais vidas argentinas em busca de uma solução, mas temos que colocar todo nosso esforço, determinação e coragem para reivindicar, perante as organizações multilaterais, aquilo que nos corresponde. As Malvinas são, foram e serão argentinas – comentou Fernández.

*Com informações da Agência EFE

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