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Presidente da Argentina pede diálogo sobre Ilhas Malvinas

Alberto Fernández deu declarações durante evento que teve presença dos ex-presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Uruguai, José Mujica

Pleno.News - 03/04/2022 14h41 | atualizado em 03/04/2022 14h44

Presidente da Argentina, Alberto Fernández Foto: EFE/Christphe Petit Tesson

Neste sábado (2), o presidente da Argentina, Alberto Fernández, comandou uma solenidade pelo Dia do Veterano, que é dedicado aos mortos na Guerra das Malvinas. Ele fez um apelo para que o Reino Unido retome o diálogo e encerre a presença militar nas ilhas, no marco dos 40 anos do início do conflito.

O chefe de Estado cobrou que o governo britânico cumpra com as resoluções das Nações Unidas. Fernández exigiu uma “solução negociada e pacífica”.

– Solicitamos também que o Reino Unido abandone a injustificada e desmedida presença militar nessas ilhas, que não faz mais do que trazer tensão a uma região caracterizada por ser uma zona de paz e cooperação internacional – afirmou Fernández.

Os dois países se enfrentaram pela soberania das Malvinas, que foram ocupadas pelo Reino Unido em 1883. A guerra começou no dia 2 de abril de 1982, com o desembarque das tropas argentinas no arquipélago. Em junho do mesmo ano, o conflito foi encerrado com as tropas do país sul-americano se rendendo.

Ao todo, morreram 255 militares britânicos, 649 argentinos e três habitantes das ilhas.

Desde o fim da guerra, o Reino Unido se nega a retomar as negociações com a Argentina, apesar dos inúmeros apelos pelo diálogo feitos pelas Nações Unidas e outros fóruns internacionais.

Fernández destacou, no sábado, que “a questão das Malvinas é uma política de Estado”. Ele reforçou que “foram, são e serão argentinas”, garantindo que os argentinos “não cederão”.

– Temos um objetivo irrenunciável de recuperar o pleno exercício da soberania sobre nossas Ilhas Malvinas e seguiremos trabalhando no marco do mais profundo respeito ao direito internacional, para recuperar o que nos corresponde – completou.

O presidente ainda afirmou que o desembarque das tropas argentinas em 1982 foi uma decisão da ditadura militar, tomada “pelas costas da população”, contrariando a tradição diplomática do país sul-americano.

Após ser prestado um minuto de silêncio em memória dos mortos no conflito, Fernández entregou medalhas comemorativas a ex-combatentes, veteranos e familiares no Museu Malvinas, que foi transformado depois de ter servido como local de detenção na ditadura que perdurou de 1976 a 1983.

No ato de sábado, também estiveram presentes os ex-presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo, e do Uruguai, José Mujica.

*EFE

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