Leia também:
X Cuba teve perda de US$ 9,157 bilhões por embargo dos EUA

Premiê da Hungria defende lei contra homossexualidade

Viktor Orbán se manifestou por meio de um texto publicado em seu site, nesta quinta-feira

Pleno.News - 17/06/2021 15h57 | atualizado em 17/06/2021 15h58

Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria Foto: EFE/Florian Wieser

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse nesta quinta-feira (17) que as críticas à polêmica lei que vincula a homossexualidade à pedofilia são um novo ataque ao país e à liberdade.

Sob o título “Os rolos compressores liberais voltam a trabalhar contra a Hungria”, Orbán publicou um texto em seu site no qual defende a lei aprovada no último dia 14 pelos deputados do partido governista Fidesz e do opositor Jobbik.

A legislação, que entre outras medidas proíbe falar sobre homossexualidade ou mudança de sexo na escola ou na imprensa, desencadeou uma onda de indignação e críticas dentro e fora do país, por vincular a homossexualidade à pedofilia.

Para Orbán, essas reações são “uma nova prova de que a esquerda é inimiga da liberdade”, uma vez que tudo o que ela deseja é “a hegemonia de seus próprios princípios”.

A ideia original era uma modificação do Código Penal para aumentar as penas contra os crimes de pedofilia, mas deputados do governo acrescentaram essas polêmicas emendas.

Tanto os partidos progressistas da Hungria, bem como várias ONGs e legendas europeias, pediram a abolição imediata da nova lei, por considerá-la homofóbica.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou “preocupação” e prometeu uma análise aprofundada da legislação húngara, considerada “discriminatória e contrária aos valores europeus” pelo ministro dos Assuntos Europeus da Alemanha, Michael Roth.

Em seu texto, Orbán assegura que o objetivo das medidas é a defesa dos menores, cuja educação sexual, segundo ele, deve ser assunto exclusivo dos pais.

– Os pais esperam, com razão, que as plataformas que seus filhos usam livremente não tenham acesso a pornografia, sexualidade arbitrária, homossexualidade ou mudança de sexo – declarou.

O primeiro-ministro hungáro também disse que está aberto a discutir o assunto, embora defenda que a lei criticada está em linha com as tradições europeias.

Desde que assumiu o poder em 2010, Orbán tem limitado cada vez mais, com uma série de reformas legislativas, os direitos das comunidades LGBTQIA+.

*Com informações da Agência EFE

Leia também1 Hungria proíbe a 'promoção da homossexualidade' entre menores
2 Biden polemiza ao trocar "mães" por "pessoas que deram à luz"
3 LGBT: Estúdio Marvel confirma personagem com gênero-fluido
4 Embaixada dos EUA no Vaticano exibe bandeira do orgulho LGBT
5 PSOL aciona PGR após Bolsonaro chamar Randolfe de 'saltitante'

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.