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Paulo Moura - 18/01/2026 08h41 | atualizado em 19/01/2026 14h00

Andre Ventura, líder do partido Chega Foto: EFE/EPA/JOSE SENA GOULAO

Portugal vai às urnas neste domingo (18) para uma eleição presidencial que promete ser a mais disputada da história recente do país. Pela primeira vez, esquerda, centro-direita e direita disputam voto a voto o cargo de presidente da República em condições de quase igualdade.

Menos de um ano após o último pleito nacional, que serviu para renovar o Parlamento e definir o primeiro-ministro, os cerca de 11 milhões de eleitores do país foram novamente convocados a votar. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, ocupa o cargo há quase dez anos, mas está impedido de concorrer a um terceiro mandato, conforme determina a Constituição.

Em Portugal, vigora um sistema semipresidencialista, no qual o presidente atua como chefe de Estado e exerce funções predominantemente institucionais. Ainda assim, em períodos de instabilidade, o cargo ganha peso político, já que o presidente pode dissolver o Parlamento, demitir o governo, convocar eleições e comandar as Forças Armadas.

O cenário eleitoral atual reflete o avanço da direita. O partido Chega, que se consolidou como a segunda maior força política do país nas últimas eleições legislativas, aparece na liderança das pesquisas.

Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), da Universidade Católica portuguesa, aponta que André Ventura (Chega), aliado do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro no país, tem 24% das intenções de voto. Seu principal concorrente é António José Seguro (Partido Socialista), que tem 23%. Em terceiro lugar fica João Cotrim (Iniciativa Liberal), com 19%.

No entanto, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos neste domingo, um segundo turno será realizado em 8 de fevereiro. Se confirmada, será a primeira vez em quatro décadas que uma eleição presidencial portuguesa não se resolve na primeira rodada.

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