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Porta-voz de Israel cita suposta ligação de Ávila com Hamas; veja

Thiago Ávila é suspeito de envolvimento com o Hamas

Kleber Pizão - 07/05/2026 09h43 | atualizado em 07/05/2026 13h14

Rafael Rozenszajn Foto: reprodução/Instagram (@rafael_rozenszajn)

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Rafael Rozenszajn, publicou um vídeo nesta quarta-feira (7) esclarecendo a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila, suspeito de envolvimento com grupos terroristas.

Thiago estava a bordo de uma flotilha com 20 embarcações que seguia para a Faixa de Gaza, quando foi interceptada em águas internacionais, próximo à costa da Grécia, no dia 29 de abril. Ávila foi detido e está sendo investigado por ligação com o Hamas.

— Ele [Thiago Ávila] não está sendo investigado simplesmente por participar na flotilha. (…) A investigação envolve suspeitas de ligação e possível filiação com organizações terroristas, auxílio ao inimigo em tempo de guerra e vínculo com grupos ligados ao Hamas. Inclusive, o brasileiro já se vinculou ao grupo PCPA, a Conferência Popular dos Palestinos no Exterior, que é uma organização associada ao Hamas e considerada terrorista por Israel e pelos Estados Unidos — afirmou o representante israelense.

Rozenszajn explicou por que o brasileiro está sob custódia em Israel, mesmo tendo sido preso fora do território israelense. A autoridade esclareceu que Ávila oferecia risco à segurança nacional.

— Praticamente todas as democracias modernas admitem jurisdição extraterritorial em casos ligados à segurança nacional e terrorismo. (…) O artigo 7º do Código Penal Brasileiro prevê a aplicação da lei penal brasileira fora do território nacional em várias hipóteses, inclusive quando o crime atinge interesses relacionados à soberania e à segurança nacional — ressaltou.

O porta-voz também reforçou que todos os protocolos estão sendo cumpridos para que Ávila tenha acesso aos seus direitos legais e comparou com o tratamento dado pelas organizações terroristas a seus opositores.

— Israel é uma democracia. O brasileiro tem advogado, tem direito à ampla defesa, recebe acompanhamento médico e passa por revisão judicial periódica. Compare isso com o que provavelmente aconteceria se alguém fosse preso pelo Hezbollah, pelo Irã ou por grupos jihadistas sob suspeita de colaborar com Israel. (…) Essa diferença também precisa entrar no debate — disse.

Rafael Rozenszajn também alertou para os reais interesses de grupos terroristas por trás de causas aparentemente nobres no campo humanitário.

— Existe uma diferença enorme entre ativismo humanitário legítimo e militância em favor de grupos que defendem terrorismo, massacres e a destruição de um Estado inteiro. Nem todo o discurso humanitário é inocente, e fechar os olhos para isso é exatamente o que permite que organizações extremistas se escondam atrás de causas aparentemente nobres — finalizou.

Thiago Ávila permanecerá preso em Israel pelo menos até o próximo domingo (10), por decisão da Justiça local. Na última terça (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exigiu a soltura do brasileiro por meio das redes sociais.

Assista ao vídeo completo do porta-voz:

 

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