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Polícia reseta sem querer celular de agressor de Cristina Kirchner

Advogado da vice-presidente fala em "possível acobertamento agravado"

Gabriel Mansur - 04/09/2022 21h39 | atualizado em 05/09/2022 12h39

Homem apontou arma na direção do rosto de Cristina Kirchner Foto: Reprodução/Twitter

As investigações sobre o atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, cometido na última quinta-feira (1º), se complicaram. Durante a força-tarefa para desbloquear a senha de acesso ao celular de Fernando Sabag Montiel, brasileiro apontado como autor do crime, o aparelho foi “resetado”, isto é, voltou às configurações originais de fábrica e perdeu os todos dados armazenados.

Por causa desse erro, nenhuma informação que existia no celular poderá servir como prova num futuro julgamento. Os dados telemáticos eram considerados fundamentais para a averiguação da participação de mais pessoas no atentado e se o ato teria sido premeditado. As informações foram divulgadas neste domingo (4) pelos jornais Clarín e La Nación.

– É gravíssima a responsabilidade da juíza, do promotor e daqueles que manipulam o celular do acusado. Se for confirmada a informação de alguns jornalistas, iniciaremos outro processo contra todos os responsáveis por esse grande “erro” judicial e/ou o possível acobertamento agravado – protestou nas redes sociais o advogado de Kirchner, Gregorio Dalbón.

Segundo a imprensa argentina, uma divisão da Polícia Federal Argentina tentou desbloquear o celular, por meio de um software, mas não obteve sucesso. Desse modo, autoridades decidiram encaminhar o aparelho, da marca Samsung, para a Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA).

Até ser entregue à PSA, o celular ficou em um cofre, em modo avião. Dois técnicos dizem que, quando o aparelho chegou à sede da PSA, em Ezeiza, exibia na tela um aviso de ter sido formatado. Fontes da Justiça, entretanto, não descartaram a possibilidade de recuperar os dados apagados.

Cristina Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato na noite de quinta-feira (1º), em Buenos Aires. O atirador, de 35 anos, apontou uma pistola para o rosto dela, mas a arma não disparou.

Neste sábado (3), Dalbón anunciou que estuda a possibilidade de qualificar o atentado como uma tentativa de feminicídio e de ampliar a investigação para buscar cúmplices, o que só seria possível com a análise dos aparelhos eletrônicos.

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